Girando o vácuo quântico

No contexto em que um átomo interage com uma esfera de tamanho quase atômico ‘pinçada’ por um feixe de laser e posta para girar velozmente, pesquisadores brasileiros propõem experimento para revelar segredos de forças que agem no vácuo quântico

Figura 1. Fenômeno da interferometria

Um dos aspectos marcantes da física é a ação a distância: dois corpos podem interagir, mesmo sem contato, como a Terra em seu movimento anual em torno do Sol. Hoje, entendemos esse fenômeno por meio do conceito de campo. O Sol produz um campo gravitacional, que mantém os corpos celestes em órbita em torno dele.

Analogamente, partículas carregadas eletricamente geram campos elétricos, que agem como mediadores das interações elétricas com outras partículas carregadas. Até as forças de contato – por exemplo, aquela que aplicamos sobre um objeto ao empurrá-lo – podem ser descritas microscopicamente como forças elétricas entre os constituintes da matéria. Mesmo corpos neutros podem, em princípio, interagir eletromagneticamente, uma vez que são formados por partículas carregadas, como prótons e elétrons.

Reinaldo Faria de Melo e Souza
Instituto de Física
Universidade Federal Fluminense

Guilherme Costa
François Impens
Paulo Maia Neto
Instituto de Física
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Edição Exclusiva para Assinantes

Para acessar, faça login ou assine a Ciência Hoje

Abrir Chat