O antirracismo como sentido da vida

A historiadora Karine Teixeira Damasceno mostra, em sua tese de doutorado, a trajetória de mulheres negras escravizadas, libertas e livres que foram protagonistas na luta por sua liberdade, de seus familiares e de outras pessoas de suas comunidades. Movendo ações de liberdade na Justiça ou negociando cartas de alforria, elas foram fundamentais no processo que fez ruir o sistema escravista no Brasil no século 19. Mais de 130 anos depois, em meio à pandemia de covid-19, que atinge mais duramente a população negra, e dos protestos contra o assassinato de George Floyd, que tomaram ruas e redes sociais nos Estados Unidos e no mundo, Karine, que é filiada ao Movimento Negro Unificado (MNU) e integrante da Rede de Mulheres Negras da Bahia, compara os dois momentos: “A luta contra o racismo nos tempos atuais é o sentido da nossa vida assim como era, para os que viveram a escravidão, a luta pela liberdade”. Nesta entrevista, a pesquisadora, que é doutora pela Universidade Federal da Bahia e faz pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em História Social da Cultura da PUC-Rio, compara os movimentos antirracistas de Brasil e EUA, fala do racismo acadêmico, avalia a importância das ações afirmativas, destaca a importância de estudar a África e reafirma o protagonismo das mulheres. “Nós, mulheres negras, saímos dos bastidores e, mais do que nunca, estamos na cena pública, apresentando para a sociedade o nosso ponto de vista, tentando contribuir para nossa própria libertação das opressões, do sexismo, do racismo, e propondo mudanças nos mais diversos setores”.

CIÊNCIA HOJE: Como você avalia os atuais protestos antirracistas? No que diferem de outros, do passado? Representam um ponto de ruptura? 

Karine Damasceno: Nos Estados Unidos, como aqui, o racismo é estrutural. Então, em curtos intervalos de tempo, temos notícias da violência policial, principalmente contra homens jovens negros. Todas essas violências provocam respostas da comunidade negra estadunidense, mas o que está acontecendo agora tem uma proporção muito maior. Acredito que uma das razões foi a cena ter sido filmada e assistida e compartilhada em todos os lugares do mundo. Como brasileira e negra, me sentindo parte dessa dor, quando vi a imagem de George Floyd dizendo “não consigo respirar”, eu também parei de respirar. Pessoas negras e não negras, no mundo todo, sentiram o mesmo. Outro grande diferencial é que, como o racismo é estrutural, a população negra é a que mais sofre com a covid-19. Mortalidade, desemprego, habitação precária… Várias questões vêm à tona e, somadas à violência policial, influenciaram nessa reação gigantesca. Mas não acho que os protestos levem a uma grande ruptura porque centram fogo na denúncia da violência policial, e não na necessidade de mudanças mais profundas na sociedade estadunidense. Por exemplo, o debate sobre reparação por conta da escravidão não aparece. Falar da violência policial é falar de um braço, e há várias outras instâncias, como educação, saúde, trabalho e poder. Isso, sim, mexeria com as estruturas do país. A resposta ao caso George Floyd foi à altura e foi inspiradora para negras e negros no mundo inteiro, mas a luta contra o racismo está em curso e há muito ainda o que se fazer.


Como brasileira e negra, me sentindo parte dessa dor, quando vi a imagem de George Floyd dizendo “não consigo respirar”, eu também parei de respirar

CH: Como compara a luta antirracista nos EUA e no Brasil?

KD: Os processos de escravização, de independência e de abolição nos EUA e no Brasil foram completamente diferentes. Infelizmente diante das notícias das manifestações nos EUA, nós, negras e negros brasileiros, temos sido muito questionados sobre não haver reação equivalente aqui. Basta revisitar nossa história para ver que a experiência da população negra no Brasil sempre foi de luta pela liberdade, contra a escravidão e o racismo. Mas, só recentemente, há pouco mais de 30 anos para cá, a historiografia tem revisitado as produções em torno desse passado. Até então, o protagonismo negro na luta pela liberdade era invisibilizado. Isso faz com que as pessoas vejam o que está acontecendo nos EUA, mas não enxerguem que a população negra do Brasil enfrentou – e enfrenta – a escravidão e o racismo de forma muito contundente. A luta pela liberdade foi feita tanto a partir de um enfrentamento direto, com revoltas, queima de senzalas, assassinato de senhores, envenenamentos, fugas, como também foi travada na Justiça. Um número muito grande de pessoas escravizadas moveram ações contra senhores reivindicando a liberdade. As mulheres negras foram grandes protagonistas desse processo. Elas ousavam enfrentar senhores e senhoras nos tribunais. Pense no nível de vulnerabilidade que essas mulheres e esses homens viviam. Eles não eram donos dos próprios corpos e conseguiam se articular pela liberdade legal e, muitas vezes, foram vitoriosos. Quando, em 13 de maio 1888, se oficializa o fim da escravidão, um número muito grande de pessoas escravizadas já tinha conquistado a liberdade para si, para os seus familiares e também para outros integrantes da comunidade negra. Outro ponto: no Brasil houve um projeto de Estado de embranquecimento da população, por isso, a opção pelos imigrantes europeus. Não houve uma segregação institucionalizada como nos EUA, mas a segregação sempre foi um fato em nosso país. Algo muito forte que não ocorreu em nenhum outro lugar da diáspora negra é o mito da democracia racial, que garantiu a dominação da minoria branca, negando conflitos e diferenças, permitindo o contínuo processo de genocídio da população negra. Essas pessoas perderam, nós estamos aqui até hoje.

 

CH: O que a maior visibilidade na mídia do movimento Black Lives Matter pode representar para a luta antirracista no mundo e no Brasil?

KD: A imprensa brasileira cumpriu seu papel, colocando as coisas como devem ser: um homem negro foi assassinado por um policial branco, falando do racismo estrutural da sociedade estadunidense. É com muita facilidade que a grande mídia brasileira admite que o que está acontecendo lá é racismo, mas, quando se trata de Brasil, é desigualdade social, problema de ordem econômica, qualquer coisa, menos racismo. Essa dificuldade de admitir o racismo no Brasil tem a ver com a dificuldade da mídia de enfrentar o racismo dentro de suas próprias empresas. As pessoas que gerem essas empresas precisam se comprometer em combater o racismo. Porque quando você só fala do racismo na casa dos outros, não toca na sua ferida que é muito profunda. No Brasil, a cada 23 minutos, morre um jovem negro, e ocorrem manifestações contra esses assassinatos, mas repercussão na maioria das vezes não é grande e, depois, a notícia deixa de aparecer, num processo de naturalização. É importante observar que o assassinato de mulheres negras tem uma repercussão ainda menor aqui e também nos Estados Unidos.

 

CH: Como propor uma discussão das políticas públicas de segurança a partir de um posicionamento crítico ao genocídio de jovens negros no nosso país?

KD: É preciso que os comandos dessas instituições da lei, particularmente a Polícia Militar, que é o braço armado do Estado e que de forma mais contundente tem ceifado a vida de jovens negros, entendam que é urgente enfrentar o racismo dentro das próprias corporações. Se o Estado vivencia um racismo estrutural, obviamente, a instituição policial e a Justiça, também são racistas.  A formação do soldado já tem que passar por essa perspectiva de debate, e isso precisa ser contínuo ao longo da carreira. Mas admitir que existe racismo não basta. É preciso adotar medidas concretas no sentido de enfrentar e punir pessoas que reproduzem essa prática genocida. O comando é fundamental, mas o soldado, o policial que está no contato direto com a comunidade, também precisa ser responsabilizado. No Brasil, a maioria dos policiais militares são homens negros que, muitas vezes, vieram das mesmas comunidades daqueles jovens assassinados.

 

CH: Além da luta antirracista, no Brasil estamos assistindo também ao crescimento de movimentos antifascistas. Como você vê a relação entre essas lutas?

KD: Não dá para ser antifascista sendo racista. Então se você é antifascista, é antirracista, mas, numa sociedade como a brasileira, que ainda tem tanta dificuldade para enfrentar a discussão sobre racismo, eu acho fundamental que a luta antirracista esteja no centro do debate, até porque como o racismo é estruturante e atinge a maior parte da população brasileira, se você mudar isso vai mexer com toda a estrutura da sociedade.

 

CH: De que maneira os estudos sobre escravidão e pós-abolição, que cresceram e se afirmaram nas últimas décadas, contribuíram para que fossem questionadas visões equivocadas sobre a história do Brasil? 

KD: O grande diferencial desses estudos é que historiadores começam a ficar interessados pelo ponto de vista das pessoas escravizadas. E isso faz toda a diferença, porque influencia nas perguntas que os estudiosos farão à documentação. Claro que isso é uma opção teórica e metodológica, mas também é uma opção política desses historiadores, que passam a revisitar documentos e a tirar novas conclusões e interpretações. Isso começou a acontecer na década de 1980, quando o Brasil estava passando por um processo de redemocratização. Nessa época, estão acontecendo encontros nacionais de mulheres negras e o movimento negro, reorganizado a partir década de 1970, está muito mais forte. Esse debate político chega aos historiadores e repercute na produção. A partir daí, vai se ter também um outro olhar para a África, que é fundamental para pensar a sociedade brasileira.

 

CH: Como vê a ideia – formulada pela pedagoga Nilma Lino Gomes, mas enunciada de outras formas por outros intelectuais, como a historiadora Beatriz Nascimento – de movimento negro educador?

KD: A denúncia do racismo pelo movimento negro passa por um processo ativo, ressignificando, por exemplo, na década de 1970, o ser negro no Brasil, que era algo considerado negativo. A própria população negra foi educada para não querer ser negra, porque ninguém quer ser considerado feio, negativo, demonizado. Então, há o papel educativo da própria população negra, do ponto de vista da identidade, e também o de ensinar e refletir sobre a diáspora negra. E tem esse processo educativo para além dos grupos negros. A ideia é debater sobre racismo, a identidade negra, a formação da sociedade brasileira e a história da África em todos os espaços da sociedade. Em meu ponto de vista, essa é a perspectiva do movimento negro educador.


Considerando o perfil racial da população brasileira, a África precisa ter lugar central nos programas de história

CH: Como a lei que torna obrigatório o ensino de cultura e história afro-brasileira nas escolas pode contribuir para esse debate?

KD: A lei é de 2003, mas sua efetivação ainda é um desafio. A proposta da lei é anterior aos anos 2000 e tem o objetivo de dar às crianças negras e não negras o acesso a informações sobre a constituição da sociedade brasileira e também a origem dessa população negra que constrói o Brasil. Isso é fundamental para a superação do racismo, porque as pessoas têm direito a conhecer a sua história. A lei, embora aprovada, tem uma dificuldade muito grande para sua efetivação. Mas, de lá para cá, houve avanços. Quando entrei na graduação na Universidade Estadual de Feira de Santana, em 2001, a disciplina História da África, hoje obrigatória, era optativa, mas todos os alunos entendiam que precisavam cursar. Percebo que há um número muito maior de pessoas interessadas em estudar a história da África, e isso é fundamental para o conteúdo chegar a crianças e adolescentes. Considerando o perfil racial da população brasileira, a África precisa ter lugar central nos programas de história.


A universidade é um espaço de construção de conhecimento científico, e isso precisa ser feito por grupos diversos

CH: Qual a importância da política de cotas nas universidades para reforçar a luta antirracista? 

KD: Primeiro é preciso falar sobre o debate feito, na primeira década nos anos 2000, em torno da política de cotas porque discutiu o racismo, talvez como nunca antes no Brasil, com a participação de todos os grupos e forças políticas. Foi uma disputa por direito à educação e a esse espaço de poder que é a universidade, que contribuiu para que nos forçássemos a pensar o país sob outras perspectivas. Naquele momento, a grande mídia e vários intelectuais se colocaram contra as ações afirmativas, mas conseguíamos algum espaço para falar. Avalio que saímos vitoriosas e vitoriosos dessa luta, mas, infelizmente, agora, em vez de avançarmos de forma mais acelerada para sofisticar e ampliar essas políticas, estamos lutando para impedir a perda desse e de outros direitos conquistados. A universidade é um espaço de construção de conhecimento científico, e isso precisa ser feito por grupos diversos. Quando os jovens negros entram na universidade, eles estão contribuindo com essa instituição, levando pensamentos de lugares diferentes. E é claro que isso vai repercutir nas políticas públicas. É importante destacar que quando o debate das ações afirmativas chega ao Brasil, de alguma forma, a conversa sobre reparação perde espaço. A reparação é um debate que precisa ser enfrentado pela sociedade brasileira, e é muito mais profundo do que políticas de ações afirmativas na educação ou nos concursos públicos. O Estado brasileiro precisa assumir que tem uma dívida com a população negra, e que essa dívida precisa ser paga.


Nenhum negro ou negra escapa de enfrentar racismo na experiência acadêmica; quanto mais retinto mais forte isso é

CH: Existe “racismo acadêmico”? Como isso se manifesta? 

KD: Não posso negar o racismo acadêmico. Para começar, as universidades brasileiras ainda são eurocêntricas, a referência do conhecimento científico produzido a partir da Europa ainda é algo muito forte. Por isso, eu falo da importância de pensar a África cada vez mais. Como historiadora, percebo que pesquisadores negras e negros são menos lidos. É claro que só recentemente temos um número maior de pessoas negras com acesso ao ensino superior, produzindo dissertação, tese e publicando livros. Mas, no passado, já tínhamos algumas pioneiras e pioneiros nesse espaço. E na história, pouco se lê os escritos de Beatriz Nascimento, Lélia Gonzalez, uma referência de feminista negra para nós, Clovis Moura ou Abdias do Nascimento. É como se esses estudiosos não fossem considerados relevantes para a produção do conhecimento na academia. Isso faz parte do racismo científico e acadêmico. É uma questão de gênero, raça e classe. Como sou pesquisadora de mulheres negras, eu observo pesquisas que trazem a questão de gênero sem incluir pesquisadoras e feministas negras. Já falando em relações, eu, como historiadora negra, durante toda a minha vida educacional, enfrentei racismo dentro da universidade. Por isso, já na graduação, eu me juntei ao Núcleo de Estudantes Negras e Negros da Universidade Estadual de Feira de Santana, no qual denunciávamos o racismo e assumíamos uma postura educadora. Nenhum negro ou negra escapa de enfrentar racismo na experiência acadêmica; quanto mais retinto mais forte isso é. No caso das mulheres negras, isso se aprofunda também. É muito recorrente e forte ainda o descrédito em nossa produção. Algumas pessoas não entendiam porque eu era tão disciplinada e minuciosa com a pesquisa do doutorado. Claro que tinha a ver com minha paixão pelo tema, mas também havia o fato de eu saber que não seria só uma doutora, seria uma doutora negra. Várias outras acadêmicas negras passam por esse processo, que tem a ver com toda uma história de descrédito na nossa escrita, no que temos a dizer e em nossas potencialidades.

Valquíria Daher

Jornalista
Instituto Ciência Hoje

Matéria publicada em 06.07.2020

COMENTÁRIOS

  • Maria Priscila

    Excelente entrevista! Dra Karine Damasceno trazendo reflexões muito pertinentes para o debate atual.

    Publicado em 7 de julho de 2020 Responder

  • Renato Marinho

    Que Maravilha ver as historiadoras fazenfo histórias, mudando a ótica de como hoje é a maneira de ver o mundo, em busca de uma mudança himanistica para as proximas gerações. Voces são estas sementes.
    Renato Marinho

    Publicado em 7 de julho de 2020 Responder

  • Uilson

    karine me representa e nos representa tanto no campo academico como no espaço de luta do movimento de combate ao racismo

    Publicado em 7 de julho de 2020 Responder

  • Railma Santos

    Que entrevista mais linda! Potente, muita denúncia e reflexão! Isso, Dra Karine Damasceno! Só avançaremos efetivamente no combate ao racismo, quando mudarmos a nossa estrutura social, que é racista! Lutamos por reparação e nenhuma outra pauta na luta antirracista pode ofuscar esse ponto crucial! Parabéns pela excelente entrevista! Você me representa como mulher negra, intelectual e militante!

    Publicado em 7 de julho de 2020 Responder

  • Denise Barbosa

    Parabéns pela entrevista Dra Karine Damasceno. Sucesso sempre. Vc é a melhor!!!

    Publicado em 8 de julho de 2020 Responder

  • Dilson Cerqueira

    Brilhante. Posicionamentos como o da Dra. Karine Damasceno refletem um Brasil desconhecido por uma parte considerável da população. Há um Brasil sendo construído por “outros brasileiros”, sobretudo um país com a intervenção principal das mulheres negras. Parabéns!

    Publicado em 8 de julho de 2020 Responder

  • Osvaldo

    Eu já tive a honra de ser aluno da Karine. Deu até saudades agora. Feliz por ler seu artigo, e também por suas conquistas acadêmicas

    Publicado em 8 de julho de 2020 Responder

  • Clara Raellyn Ferreira Clemente

    Olá ,bom na minha opinião todos as pessoas devem ter liberdade só porque eu sou morena eu não tenho que ser respeitada e as outros pessoas tem seu respeito ,o que muda só porque eu sou de um cor e outra pessoa é de outra cor isso não muda no respeito que você tem que tem com todas as pessoas não importa a cor e sim o coração.

    Publicado em 17 de agosto de 2020 Responder

  • Pedro Henrique Ferreira da Silva

    Nesse Texto deu para perceber que o racismo infelizmente ainda é muito presente nós dias de hoje é em vários países. Todas as pessoas independente das origens tem que ter respeito por quê com o respeito é outros conceitos nois teremos um mundo melhor.

    Publicado em 17 de agosto de 2020 Responder

  • Isadora Bulk

    São Paulo, 17 de Agosto de 2020.

    Caros Editores da Revista Ciência Hoje,

    Gostaria de parabenizar pela matéria publicada “O antirracismo como sentido da vida”, pela escolha do assunto e pela qualidade da entrevista com a Dra. Karine Damasceno.

    Esta matéria fala sobre um assunto muito importante e atual de uma maneira maravilhosa, e consegui refletir mais sobre o posicionamento do Brasil em relação ao assunto. A Dra. Karine me fez enxergar ainda mais a sociedade racista que vivemos, e como podemos lutar contra isto.

    Parabéns a Dra. Karine pela entrevista e pelo modo que você representou as mulheres negras e sua luta diária pelo racismo.

    Atenciosamente,

    Isadora Bulk, São Paulo.

    Publicado em 17 de agosto de 2020 Responder

  • Enzo Hiroaki

    Nesse texto logo percebemos que em pleno século XXi, encontramos racismo nas ruas., Isso pode ser a pior discriminação social, mais em si a matéria reflete sobre essas questões racial e um pouco politica, achei maravilhoso.

    Publicado em 18 de agosto de 2020 Responder

  • Enzo Hiroaki

    Nesse texto logo percebemos que em pleno século XXi, encontramos racismo nas ruas., Isso pode ser a pior discriminação social, mais em si a matéria reflete sobre essas questões racial e um pouco politica, achei maravilhoso.

    Publicado em 18 de agosto de 2020 Responder

  • Gustavo Rodrigues Fernandes

    Nesse texto apresentou uma ótima matéria que apresenta como o racismo ainda surge em pleno século XXI, que acontece em todos os lugares do mundo.Obrigado por nos apresentar um texto tão informativo como esse

    Publicado em 18 de agosto de 2020 Responder

  • DANILO

    NESSE TEXTO APRESENTA O RACISMO QUE AINDA TEMOS NO MUNDO, E QUE TEM MUITOS TIPOS DE RACISMO, COMO O RACISMO ACADÊMICO QUE NO TEXTO DIZ QUE É MUITO FORTE NAS UNIVERSIDADES DA EUROPA.

    Publicado em 18 de agosto de 2020 Responder

    • Anônimo

      🙁

      Publicado em 18 de agosto de 2020 Responder

  • Maria Clara Soares da Cruz

    Eu acho muito triste a atitude de achar que uma pessoa é criminoso por conta da sua cor de pele, o verdadeiro criminoso foi quem acusou. Não podemos sair acusando as pessoas por conta da cor de pele dela, temos que conhecer elas, ver quem elas são de verdade, e depois que ela fizer algo de errado independente da cor, se for Branco, Negro vai ter que denunciar. Não é porque a pessoa é branca que não vai ser presa se fez algo de errado, todos temos que ter os mesmos direitos, Independente se você é pardo, branco, negro, de qualquer cor!!!

    Publicado em 18 de agosto de 2020 Responder

  • Catharina Fernandes

    Dra. Karine Damasceno deu um show nessa entrevista! Um assunto tão importante como o racismo tem que ser discutido em todos os lugares possíveis, é realmente triste ver que uma parte tão importante da sociedade sofre pelo seu tom de pele.

    Publicado em 18 de agosto de 2020 Responder

  • Sofia Schoneborn

    Bom eu acho que o racismo é umas das coisas mais horríveis que existe. não importa se você é negro, branco, pardo e etc todos temos que ter os mesmos direitos

    Publicado em 18 de agosto de 2020 Responder

  • Maria Eduarda Alves de Sousa

    É muito triste saber que com tantas mudanças na sociedade ainda temos esse grande problema que é o racismo, nós somos todos iguais não importa a cor da pele e sim nossos valores. Entrevista ótima. Parabéns!

    Publicado em 18 de agosto de 2020 Responder

  • João Paulo Massoco Lopes

    Nesse texto eu percebi que o racismo infelizmente esta muito presente no nosso país, o mundo tem que saber que todos somos iguais, não importa a cor, raça, religião…

    Publicado em 18 de agosto de 2020 Responder

  • Isadora S.

    Quando li o texto, percebi quantas pessoas tiveram que passar por coisas que nem conseguimos imaginar só porque tinham a cor da pele diferente, isso não deveria acontecer com ninguém, eu já tinha ouvido falar de algumas coisas mas não sabia que eram tantas. Por sorte muitas coisa já melhoraram mas muitas ainda hoje acontecem ,
    Eu nunca tive que passar por isso, eu não sei a verdadeira dor de que é passar por isso e nem consigo imaginar mas eu tento imaginar como é para essas pessoas .
    Eu lamento muito que muitos tenham que lutar por isso ainda .

    Publicado em 18 de agosto de 2020 Responder

  • Giovana de Sá

    Lendo a entrevista com a Dra. Karine Damasceno, percebemos que o racismo e o preconceito é algo muito presente hoje em dia, e o motivo que leva o ser humano fazer isso é tão banal e sem sentido. Há muito mais casos como esse pelo mundo e mesmo lutando por décadas para conseguir liberdade os negros ainda sofrem muito, é muito triste ver que pessoas tão lindas como as pessoas negras serem mal tratadas por causa de sua pele. Mas com esse ultimo caso de George Floyd deu para perceber que ainda podemos ter fé na humanidade e perceber que nem todas as pessoas são más, o racismo é algo que importante e tem que ser discutido em todos os lugares. É realmente muito triste e eu lamento muitos que ainda temos que lutar por algo que poderíamos superar facilmente mas, infelizmente as pessoas são muito ignorantes para aprender que a cor da ele não é motivo de preconceito.

    Publicado em 18 de agosto de 2020 Responder

  • Gabrielli Alves

    São Paulo, 18 de Agosto de 2020

    Caros Editores da Revista Ciência Hoje,

    Gostaria de parabenizar pela entrevista com a Dra. Karina Damasceno, ficou espetacular.

    Eu gostaria de parabenizar a Dra. Karina pelo seu ponto de vista que é muito parecido com o meu.
    Eu realmente não fui de acordo com o posicionamento do Brasil sobre o racismo, não estou desmerecendo ninguém mais o brasileiro deu mais valor ao de fora e desprezou – e despreza- o que acontece aqui dentro (Brasil).

    Parabéns a todos!
    Atenciosamente,

    Gabrielli Alves

    Publicado em 18 de agosto de 2020 Responder

  • Beatriz sprangoski

    E meio chato saber que ainda existem muitas pessoas racistas em pleno seculo XXI. As pessoas tem que entender que somos todos iguais

    Publicado em 18 de agosto de 2020 Responder

  • Rafaela Ghezzani

    São Paulo, 18 de agosto de 2020

    Caros editores da revista Ciência hoje.

    Gostaria de parabenizar pela matéria publicada, gostei muito

    Eu acho triste saber que o racismo ainda existe e é bastante comum encontrar uma situação assim, isso era uma coisa que deveria nem existir, pois somos todos iguais e não importa a cor, não existem raças diferentes, somente a raça humana.

    Atenciosamente,
    Rafaela Ghezzani

    Publicado em 18 de agosto de 2020 Responder

  • Rafaela Ghezzani

    São Paulo, 18 de agosto de 2020

    Caros editores da revista Ciência hoje.

    Gostaria de parabenizar pela matéria publicada, gostei muito

    Eu acho triste saber que o racismo ainda existe e é bastante comum encontrar uma situação assim, isso era uma coisa que deveria nem existir, pois somos todos iguais e não importa a cor, não existem raças diferentes, somente a raça humana.

    Atenciosamente,
    Rafaela Ghezzani

    Publicado em 18 de agosto de 2020 Responder

  • Giovanna Oliboni Torres

    São Paulo, 18 de agosto de 2020
    Caros editores da revista Ciência Hoje,
    É horrível saber que ainda existe pessoas racistas, que pensam que a cor da pele importa ou interfere em algo na pessoa. Eu como um pessoa branca privilegiada não sei como é isso, mas posso dizer que é uma coisa difícil.
    Parabéns pela matéria!
    Agraço pela atenção!
    Giovanna Oliboni.

    Publicado em 18 de agosto de 2020 Responder

    • Gabriela Bracale

      Texto muito bom, é muito triste saber que ainda hoje aconteça racismo, que com tantas mudanças atuais ainda tenham pessoas que se acham melhores que as outras, que julgam apenas pela cor da pele, temos que ver as pessoas pelos seus valores e personalidade, não pela cor da pele ou coisa do gênero.

      Publicado em 19 de agosto de 2020 Responder

  • Thiago Duarte Ribeiro

    Infelizmente podemos notar que o racismo ainda é praticado em nosso mundo. Com tantas mudanças, conquistas e crescimento, muitas pessoas ainda estão “paradas” nesse conceito de diferenciar cor, raça, etnia, cultura. E mesmo nos dias atuais, onde muitas pessoas se esforçam para o fim do racismo, onde muitas mulheres, como mostrado especificamente na entrevista, estão se expondo, se unindo e correndo atrás de mudar essa realidade, ainda assim, existe e é praticado.

    Publicado em 18 de agosto de 2020 Responder

  • Júlia leal

    Dra. Karine Damasceno parabéns pela entrevista, muito importante falarmos sobre racismos neste momento.
    Entrevista muito boa e necessária, neste momento que estamos vivendo é muito importante falarmos sobre este asunto,só porque e negra que e criminosa que não e merecedora do que tem,merecem tudo e muito mais. parabéns.atenciosa

    Publicado em 19 de agosto de 2020 Responder

  • Sabrina de Moura

    São Paulo-SP, 19/08/2020
    Caros editores da revista Ciência Hoje e Doutora Karine Teixeira Damasceno,
    O racismo e o preconceito são coisas terríveis que acontecem no mundo, mas também é uma coisa que eu não entendo pois, somos todos humanos. No inicio dos tempos quando a Pangeia se dividiu e começou a se dividir em continentes, os neandertais foram para uma parte do continente, e então cada um deles teve uma evolução diferente por conta das diferenças climáticas, mas consequentemente a cor das peles ficou diferente e cada povo criou a sua própria cultura. Entretanto todas as pessoas são só uma, todas são do mesmo planeta, todas respiram o mesmo ar, e infelizmente todos estão acabando com uma parte do mundo. E o preconceito é ignorância não realidade! Se a ignorância não existi-se não haveria preconceito.

    Publicado em 19 de agosto de 2020 Responder

  • Thais Ribeiro Splitter

    São Paulo,19 de agosto de 2020
    Caros Editores da revista Ciência Hoje,
    Primeiramente, que linda essa entrevista com a Dra. Karina Damasceno onde fala sobre o “Antirracismo como sentido da vida”
    É com grande tristeza que em pleno século XXI ainda podemos falar que existe o racismo em nosso mundo, eu acho que as pessoa poderiam entender que ninguém é superior a ninguém.
    Bom eu não posso falar muito sobre como é ser julgado pelo tom de pele, ou até mesmo ser comparado com uma pessoa que você não é, pois nunca sofri estes acontecimentos.
    Mas sinto que isso seria muito constrangedor, e acho que deveria acabar com esse tipo de coisa em nosso mundo.
    Grata pela atenção!
    Atenciosamente,
    Thais Splitter

    Publicado em 19 de agosto de 2020 Responder

  • Giovanna Gil Pires

    São Paulo, 19 de agosto de 2020

    É horrível saber que pleno século 21 ainda existe o racismo, na verdade ele nunca deveria ter existido, pois somos todos iguais e temos os mesmos direitos não importa se é pardo, branco, negro, somos seres humanos.

    Parabéns pelo texto!
    Atenciosamente,
    Giovanna Gil

    Publicado em 19 de agosto de 2020 Responder

  • Mell Alves

    São Paulo,19 de agosto de 2020

    Caros Editores da revista Ciência Hoje ,

    É horrível saber que ainda no seculo 21 existe o racismo , na verdade isso nunca deveria ter acontecido , pois todos nós somos igual ,não importa nossa cor se somos pardos, negros , brancos , o que importa é que somos seres humanos . Essa noticia me fez pensar bem como funciona o racismo , como as pessoas tratam as outra . Karine Teixeira Damasceno esta comparando os movimentos antirracistas de Brasil e EUA.

    Parabéns pelo texto !
    Atenciosamente ,
    Mell Alves .

    Publicado em 19 de agosto de 2020 Responder

  • João Vitor Lopes Possarle

    Algo muito chocante e revoltante que vem a ser retratado em todo mundo é a questão do racismo, que por mais que esse assusto esteja sendo debatido a muitos anos, ainda existe pessoas em que se acham “superiores” as outras de alguma forma. Um assusto muito bom a ser retratado, foi o caso do americano George Floyd que foi morto brutalmente por polícias brancos; isso gerou uma grande revolta entre pessoas de todo o mundo e também em relação a Karine Teixeira Damasceno que fala sobre a luta antirracista no Brasil.
    Enfim, adorei bastante o seu artigo parabéns!
    Grato
    Atenciosamente
    João Vitor

    Publicado em 19 de agosto de 2020 Responder

  • Milena da Costa

    É triste saber que ainda temos casos de racismo hoje em dia, somos todos iguais, nossa cor não importa, com tantas mudanças no mundo, ainda tem pessoas que se acham melhores que outras, temos todos que se respeitar, não importa a cor da nossa pele e sim quem somos.
    Ótima entrevista, parabéns!

    Publicado em 19 de agosto de 2020 Responder

  • Marcella Pacifico

    Caros editores da Ciência revista hoje,
    gostaria de dar meus parabéns para a,
    Dra Karine Damasceno, pela entrevista excelente
    e também pela coerência com as respostas.
    É muito triste saber que o racismo está tão presente
    em nossa sociedade hoje em dia.
    Todos nós somos iguais, e não importa a cor.
    O que importa é o caráter e quem a pessoa realmente é.
    Atenciosamente,
    Marcella Pacifico

    Publicado em 19 de agosto de 2020 Responder

  • Enzo de Oliveira Zanetti

    São Paulo,20 de Agosto de 2020

    Caros Editores da revista Ciência Hoje ,

    Ótima matéria,assunto muito comentado e um dos mais discutidos hoje em dia.
    Infelizmente podemos notar que o racismo ainda é praticado em nosso mundo. Com tantas mudanças, conquistas e crescimento ,muitas pessoas ainda persistem nesse conceito de diferenciar cor, raça, etnia, cultura.
    É muito triste saber que o racismo está tão presente em nossa sociedade hoje em dia.
    Todos nós somos iguais, e não importa a cor.
    Um assusto muito bom a ser retratado, foi o caso do americano George Floyd que foi morto brutalmente por polícias brancos; isso gerou uma grande revolta entre pessoas de todo o mundo e também em relação a Karine Teixeira Damasceno que fala sobre a luta antirracista no Brasil.

    Enzo de Oliveira Zanetti

    Publicado em 20 de agosto de 2020 Responder

  • Paulo Marques Junqueira Rodrigues

    Caros editores da carta ciência hoje
    na matéria publicada em 06.07.2020 podemos
    perceber que em pleno século 21
    ainda há preconceito com as pessoas
    negras.
    Espero que um dia eu possa ler um entrevista
    na qual não será discutido qualquer
    preconceito ou diferença racial
    afinal todos somos iguais.

    Publicado em 22 de agosto de 2020 Responder

  • Paulo Marques Junqueira Rodrigues

    Caros editores da carta ciência hoje
    na matéria publicada em 06.07.2020 podemos
    perceber que em pleno século 21
    ainda há preconceito com as pessoas
    negras.
    Espero que um dia eu possa ler um entrevista
    na qual não será discutido qualquer
    preconceito ou diferença racial
    afinal todos somos iguais.

    Publicado em 22 de agosto de 2020 Responder

  • João Vitor Cabral Barreto

    É demasiadamente triste observar a presença de algo tão abominável como o racismo na sociedade atual, em um passado recente viu-se e sentiu-se na pele o quanto o racismo e outras formas de discriminação podem destruir sociedades e acabar facilmente com vidas, são instrumentos mortais utilizados por pessoas mal intencionadas que aparentemente não possuem escrúpulos quando o assunto e tentar se impor como melhor ou tentar rebaixar o outro por qualquer que seja a característica presente, seja ela cor de pele, classe social, nível de escolaridade e outros.
    Oque estamos assistindo nestes tempos sombrios é a verdadeira face de uma sociedade que ainda não parece ter aprendido a lidar com o diferente, e que se baseia em conceitos passados carregados de ódio e de más intenções para tentar justificar o injustificável. A única coisa que talvez alivie esta situação seja observar estas reportagens, estas opiniões, que se salvam entre as vozes que tentam denegrir, que levantam sua voz para defender em nome não de uma raça, de uma cor, de uma classe social ou algo semelhante que nós separa, mas para ressignificar oque somos, seres humanos, iguais em tudo por mais que se tente dizer que não, pertencemos a mesma especie, a mesma raça, não há sentido em separar aquilo que biologicamente está dado como unido, somos iguais, a biologia diz isso, e não são opiniões alheias que distorcerão isto.

    Meus sinceros parabéns pela reportagem.

    Publicado em 1 de setembro de 2020 Responder

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