
O compositor, escritor e pesquisador Nei Lopes já mostrou, há algum tempo, o quanto o chamado samba moderno e urbano do Rio de Janeiro, das primeiras décadas do século 20, nasceu, ao mesmo tempo, negro e “absolutamente novo e carioca”. Sem deixar de dialogar com o passado, Lopes defende, em seu livro O negro no Rio de Janeiro e sua tradição musical, que esse samba devia muito a “tradições e matérias-primas anteriores”, (re) criadas pelos africanos e seus descendentes, em várias partes do Brasil.
Mas como foi possível surgir um produto negro – fruto de tradições e de modernidades – chamado de samba, que logo faria sucesso na indústria fonográfica, nas ondas do rádio e nas festas de carnaval, das mais populares às mais elitizadas, revolucionando as concepções musicais mundiais? Quais as raízes desse gênero musical que, impulsionado por políticas culturais ao longo do século 20, se transformou num símbolo do que havia de mais brasileiro, mas um Brasil mais identificado com os ideais da mestiçagem e pretensamente integrado culturalmente?
Martha Abreu
Instituto de História
Universidade Federal Fluminense e Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
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Quantas maldades as religiões fizeram e ainda fazem em nome da bondade? Da inquisição na Idade Média, passando pela escravidão, pelo apartheid, pelos fundamentalismos contemporâneos e também pela intolerância religiosa no Brasil, resulta uma análise histórico-filosófica da relação entre religião e bondade.
Novo presidente da Faperj, Jerson Lima Silva, pesquisador e professor titular da UFRJ, trabalha para reequilibrar as contas da agência, pagar dívidas passadas e investir em áreas e parcerias estratégicas para contribuir com a recuperação do Estado do Rio.
O que aquela refeição que acaba queimada numa panela e o envelhecimento têm a ver? Ao longo da vida, nosso organismo também sofre uma ‘fervura’ silenciosa que pode causar várias doenças. Boa notícia: a ciência já é capaz de entender e diminuir essa ‘chama’.
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Os fenômenos do mundo macroscópico, em que vivemos, são bem diferentes daqueles que ocorrem com átomos e moléculas. Há uma sutil (e misteriosa) fronteira entre esses dois mundos, apresentada neste artigo, que comemora o Ano Internacional da Ciência e das Tecnologias Quânticas
Avaliações internacionais mostram que o conhecimento de matemática dos alunos brasileiros é baixíssimo no fim do ensino básico. Outro fato preocupante: as altas taxas de desistência nas graduações em matemática. Um novo exame pretende enfrentar o problema.
Seu prato de comida é bem mais do que aquilo que está nele. Ele reflete uma cadeia complexa de atividades – muitas delas, ainda prejudiciais para o meio ambiente. Mas a ciência, de forma interdisciplinar, já está mobilizada para resolver esses problemas.
O fenômeno – adaptação evolutiva crucial para proteger, de respostas imunes prejudiciais, órgãos e tecidos vitais, como olhos, placenta, cérebro e testículos – abre novas possibilidades para tratamentos mais eficazes contra o câncer e condições que envolvem o sistema imunitário.
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