Política pode ser complicada, mas a matemática ajuda a organizar as coisas e a acalmar os ânimos dos parlamentares ‒ bem, pelo menos, em um país imaginário e diminuto como Grafolândia.

 

O parlamento está dividido. Desavenças históricas proíbem qualquer tipo de discussão civilizada. O país está parado. Desta vez, nossa história matemática se passa… na Grafolândia. Não adianta procurar no mapa, pois é pequeno demais ‒ talvez, nem exista.

A situação é a seguinte: o sistema político da Grafolândia divide o parlamento em dois grupos, que devem fazer propostas para o país. Mas, com as brigas internas, nunca chegam a lugar algum. Mais: um observador político notou que todo parlamentar tem, no máximo, três inimigos mortais, o que torna as discussões internas impossíveis.

Para o parlamento funcionar, temos que redistribuir os parlamentares de tal modo que cada um deles tenha, no máximo, um inimigo em seu grupo. Seria possível reorganizá-los assim?

Marco Moriconi
Instituto de Física,
Universidade Federal Fluminense

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