Interação e competição entre plantas

Programa de Pós-graduação em Biologia Comparada
Universidade Estadual de Maringá (PR)

As plantas não estão sozinhas no ambiente: interagem com diferentes organismos. E também entre si, o que ocorre por meio da liberação de compostos químicos – fenômeno conhecido como alelopatia. O estudo dessas sinalizações e comunicações leva não só a mais conhecimento sobre o reino vegetal, mas também à descoberta de novos bio-herbicidas com menor impacto ambiental e de substâncias com amplo uso nas áreas médica e farmacêutica.

As plantas coexistem com diferentes organismos no ambiente, como insetos visitadores, herbívoros, bactérias e fungos do solo, bem como plantas vizinhas. Como essas interações são estabelecidas?

As plantas coexistem com diferentes organismos no ambiente, como insetos visitadores, herbívoros, bactérias e fungos do solo, bem como plantas vizinhas

Isso se dá por meio de metabólitos, substâncias fabricadas (sintetizadas) pelas plantas e liberadas no ambiente que atraem polinizadores e micro-organismos, para que ocorra a chamada simbiose, interação em que há benefícios para os organismos envolvidos (figura 1).

Figura 1. Em A, cambará em interação com insetos polinizadores; em B, rosa, interagindo com visitadores; em C, tronco de árvore com epífitas e liquens (‘manchas’ esbranquiçadas); em D, trapoeraba-roxa na base do tronco de abacateiro

CRÉDITO: CEDIDA PELA AUTORA

Esses metabólitos são geralmente provenientes do metabolismo vegetal, ou seja, do conjunto de reações bioquímicas que ocorrem em um organismo (no caso, uma planta).

Didaticamente, podemos separar o metabolismo das plantas em primário e secundário. O primeiro se refere às reações bioquímicas necessárias para a manutenção básica da planta, como a respiração e a fotossíntese, bem como a síntese de proteínas e açúcares (carboidratos). O segundo diz respeito à síntese de substâncias químicas conhecidas como compostos fenólicos, terpenos e alcaloides, a partir de reações originadas no metabolismo primário.

Muitas vezes, compostos secundários não têm função direta no crescimento e desenvolvimento vegetal, mas podem atuar na atração de polinizadores e dispersores de sementes, na defesa contra patógenos e herbívoros, bem como nas interações planta-planta. Assim, essas interações envolvem comunicação química. (figura 2).

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