
Algumas situações do cotidiano costumam ser curiosas. Uma delas: quando me perguntam qual minha formação e em que trabalho. Costumo responder: sou doutor em física, professor universitário e trabalho com pesquisa e divulgação científica. Dependendo da curiosidade do interlocutor, vou mais longe: sou cientista.
A primeira reação de muitos é me perguntar se sou físico e médico (ou advogado) ‒ afinal, informei que sou doutor, título que a maioria dos médicos e advogados gosta de usar, sem de fato tê-lo. Depois, vêm as famosas perguntas: “Se você é cientista, deve ser muito inteligente ou maluco?”; “Você tem uma vida normal como as outras pessoas?”
O trabalho do cientista, para a maioria das pessoas, remete àquele imaginário no qual ele é alguém com os cabelos desalinhados, distraído, desligado da realidade, usando óculos com lentes grossas e um avental branco e amassado, com o bolso cheio de canetas. Para mulheres, além das características citadas, imagina-se uma feia, muito obesa (ou muito magra), que não se preocupa com a aparência e não tem vaidade alguma.

Adilson de Oliveira
Departamento de Física,
Universidade Federal de São Carlos (SP)
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Quantas maldades as religiões fizeram e ainda fazem em nome da bondade? Da inquisição na Idade Média, passando pela escravidão, pelo apartheid, pelos fundamentalismos contemporâneos e também pela intolerância religiosa no Brasil, resulta uma análise histórico-filosófica da relação entre religião e bondade.
Novo presidente da Faperj, Jerson Lima Silva, pesquisador e professor titular da UFRJ, trabalha para reequilibrar as contas da agência, pagar dívidas passadas e investir em áreas e parcerias estratégicas para contribuir com a recuperação do Estado do Rio.
A recente missão espacial tripulada que sobrevoou a Lua foi mais um feito extraordinário da ciência e tecnologia. Mas por que voltar a nosso satélite natural? Há várias razões. Uma delas tem a ver com a possibilidade de produção de energia limpa na Terra
O que um resultado que parecia ser uma 'descoberta fantástica' em um laboratório de física no Brasil e um experimento com resultado negativo feito nos Estados Unidos cerca de 100 anos antes podem nos ensinar sobre os cuidados necessários ao fazer pesquisa científica?
Até cerca de 100 anos atrás, ainda não tínhamos resposta para uma questão aparentemente simples: se há um número quase infinito de estrelas no universo, por que o céu noturno é escuro? A resposta teria que esperar por, pelo menos, duas revoluções
Ele revolucionou os conceitos de espaço e tempo. Mostrou que a luz é formada por partículas. Idealizou uma nova teoria da gravidade – cuja comprovação fez dele um mito. Mas isso é só parte da obra revolucionária de um dos cientistas mais importantes da história
Um fenômeno físico ou uma nova teoria podem, inicialmente, não ser ‘úteis’. Mas, de repente, eles se tornam a base para novas tecnologias que geram bem-estar e riqueza. Dois exemplos emblemáticos: o estudo da gravidade e das partículas subatômicas
Há cerca de 4 séculos, um telescópio foi apontado para o céu. Desde então, um sem-número de objetos cósmicos foi revelado, de estrelas e planetas a supernovas e ondas gravitacionais. Este ano, a humanidade iniciou nova e promissora jornada rumo ao infinito
Pare um instante e observe o azul do céu e o branco das nuvens. Por trás dessas cores, está o chamado espalhamento da luz, fenômeno óptico só explicado no século 19. Até onde sabemos, esse espetáculo único só pode ser apreciado em nosso maravilhoso planeta
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No início do século passado, percebeu-se que a física até então conhecida não podia explicar o mundo subatômico. Essa inconsistência levou a uma teoria revolucionária e prodigiosa: a mecânica quântica, base dos atuais dispositivos eletrônicos de nosso cotidiano
Uma das maiores aventuras do conhecimento humano começou na Antiguidade: as coisas são feitas de átomos, ‘indivisíveis’. Cerca de 2,5 mil anos depois, essa entidade foi fragmentada. E aí começou uma nova e fascinante jornada – com participação decisiva de um cientista brasileiro
Desde os filósofos da Antiguidade, nosso conhecimento sobre as leis da natureza evoluiu dramaticamente. Hoje, temos modelos precisos para explicar a evolução e estrutura do universo – e até mesmo a vida. Mas o roteiro desse enredo cósmico segue incompleto
É cada vez mais intensa a busca por materiais que possam não só melhorar a eficiência de motores elétricos e baterias, mas também gerar eletricidade de baixo impacto ambiental. Não investir nessa área pode levar à dependência de tecnologias estratégicas
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