
A presença humana na Terra vem transformando drasticamente a paisagem do planeta. As civilizações têm alterado os geossistemas, criando novos relevos na superfície da crosta terrestre. Grandes planícies úmidas viraram vales secos para acomodar as cidades; morros deram lugar a grandes buracos escavados pela mineração; enseadas e baías ganharam área em relação aos oceanos a partir de sucessivos aterros. Cientistas se perguntam se essas mudanças não teriam inaugurado uma nova época geológica, e alguns deles já a reconhecem como um tempo em que a ação humana sobre o planeta é dominante: o Antropoceno.
Como não há relógios suficientes para contar o tempo do nosso planeta, os cientistas recorrem àquilo que temos de mais perene para resgatar nossa história: as rochas e os sedimentos. Existem rochas tão antigas que testemunharam as civilizações pré-históricas, os grandes dinossauros e até a infância da Terra.
Para contar uma história tão longa, que já passa de 4,5 bilhões de anos, recortamos o tempo em fatias, e cada fatia em outras, ainda menores, e, assim, chegamos às chamadas eras geológicas. Mas cada era pode ser dividida em períodos de tempo ainda menores, que marcam características específicas da formação dos materiais e das paisagens terrestres: as épocas.
Miguel Fernandes Felippe
Departamento de Geociências
Universidade Federal de Juiz de Fora (MG)
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O embate entre ciência e religião ocorre, pelo menos, desde o século 15. Desde lá, a ciência vem avançando e desvendando muitos aspectos sobre o mundo físico, enquanto a religião tem se ocupado de teses que pretendem questionar a noção de que a vida na Terra se formou por leis naturais. Uma delas é o design inteligente, que atualmente busca se estabelecer como grupo de pesquisa dentro de universidades.
Robôs controlados magneticamente são capazes de exterminar os biofilmes, que são colônias de bactérias com efeitos devastadores não só para o corpo humano (infecções e outras complicações), mas também para a indústria, setor em que geram prejuízos anuais na casa dos bilhões de dólares.
A história da purificação do hormônio que regula o metabolismo de açúcar no organismo contém percalços que acabaram superados com um acordo de cavalheiros entre os quatro cientistas envolvidos na pesquisa. Mas o principal deles não foi contemplado com o Nobel como merecia.
O que aquela refeição que acaba queimada numa panela e o envelhecimento têm a ver? Ao longo da vida, nosso organismo também sofre uma ‘fervura’ silenciosa que pode causar várias doenças. Boa notícia: a ciência já é capaz de entender e diminuir essa ‘chama’.
Cientistas têm o dever de corrigir suas publicações sempre que necessário, mas essa prática ainda carrega um estigma. Aos poucos, essa cultura está mudando: as correções, principalmente, quando voluntárias e transparentes, estão sendo cada vez mais valorizadas
Os fenômenos do mundo macroscópico, em que vivemos, são bem diferentes daqueles que ocorrem com átomos e moléculas. Há uma sutil (e misteriosa) fronteira entre esses dois mundos, apresentada neste artigo, que comemora o Ano Internacional da Ciência e das Tecnologias Quânticas
Avaliações internacionais mostram que o conhecimento de matemática dos alunos brasileiros é baixíssimo no fim do ensino básico. Outro fato preocupante: as altas taxas de desistência nas graduações em matemática. Um novo exame pretende enfrentar o problema.
Seu prato de comida é bem mais do que aquilo que está nele. Ele reflete uma cadeia complexa de atividades – muitas delas, ainda prejudiciais para o meio ambiente. Mas a ciência, de forma interdisciplinar, já está mobilizada para resolver esses problemas.
O fenômeno – adaptação evolutiva crucial para proteger, de respostas imunes prejudiciais, órgãos e tecidos vitais, como olhos, placenta, cérebro e testículos – abre novas possibilidades para tratamentos mais eficazes contra o câncer e condições que envolvem o sistema imunitário.
Para entender melhor a complexidade e o desafio existencial que essa nova era significa para todas as espécies, é preciso rever enquadramentos disciplinares rígidos e mais tradicionais: geólogos, cientistas climáticos e cientistas sociais precisam trabalhar em conjunto
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