Instituto de Física
Universidade Federal Fluminense

A matemática pode ser uma ferramenta útil também no mercado editorial. Nesta coluna, veremos como a teoria das probabilidades pode nos ajudar a quantificar as chances de dois revisores de uma editora, trabalhando de forma independente, encontrarem erros de digitação nas provas de um livro

CRÉDITO: ILUSTRAÇÕES MARCELO BADARI

Em certa editora, os revisores Jorge e José cuidam da preparação final dos livros. Uma das tarefas deles é achar erros tipográficos antes da impressão do texto. Cada um tem um método próprio, independente do outro. Como não são métodos perfeitos, para cada método há uma probabilidade de um erro tipográfico ser detectado ou não.

Antes de prosseguirmos, aqui vai uma breve revisão de ideias sobre probabilidade. Suponha que uma urna tem N bolas, com B bolas brancas e P bolas pretas. Claramente, B + P = N. 

Se tirarmos uma bola dessa urna, qual a probabilidade de que ela seja branca? O senso comum nos diz que será p = B/N, ou seja, a razão entre casos favoráveis (B, bolas brancas) e o número de casos possíveis (N, total de bolas). 

Note que podemos ‘inverter’ esse raciocínio. Como p = B/N, então, B = Np. Ou seja, o número de bolas brancas é igual ao total de bolas (N) multiplicado pela probabilidade (p) de uma bola branca ser retirada da urna.

Voltemos a Jorge e José. Cada um deles tem seu método de detectar erros tipográficos com certa probabilidade. Digamos que o método de Jorge tem probabilidade p de detectar um certo erro, e o de José, probabilidade q.

CONTEÚDO EXCLUSIVO PARA ASSINANTES

Para acessar este ou outros conteúdos exclusivos por favor faça Login ou Assine a Ciência Hoje.

Outros conteúdos desta edição

725_480 att-90561
725_480 att-90600
725_480 att-90638

Outros conteúdos nesta categoria

725_480 att-93223
725_480 att-92639
725_480 att-92105