Fundação Oswaldo Cruz
Instituições públicas focadas em inovação devem investir no conhecimento sobre regulação e desenvolver processos bem-estruturados e atualizados nessa área, para que os produtos de saúde cheguem mais rapidamente à população
CRÉDITO: IMAGEM ADOBESTOCK

A inovação deve figurar no centro das agendas políticas para assegurar que os avanços científicos sejam convertidos no melhor acesso possível dos pacientes a vacinas, medicamentos e diagnósticos. Nesse cenário, a governança regulatória é elemento-chave para a ciência translacional, pois influencia todas as etapas de desenvolvimento dos produtos de saúde – da pesquisa básica, passando pelos estudos pré-clínicos e clínicos até a pós-aprovação. Promove-se, assim, a inovação, enquanto se resguarda o interesse público. Regras bem formuladas e competência para atualização criam ambientes confiáveis, preparados para o futuro e resistentes a crises, especialmente frente à perspectiva de convergência de distintos campos do conhecimento e à necessária acomodação de avanços emergentes.
A pandemia de Covid-19, ao mesmo tempo em que foi catalisadora de mudanças, deixou clara a importância da capacidade regulatória em situações emergenciais e com o advento de novas plataformas, como as vacinas de RNA mensageiro. A segurança, a qualidade e a eficácia para o uso pretendido de um produto são dimensões incontornáveis, pois sustentam o processo de registro e garantem que melhores terapias cheguem aos pacientes.
Instituições públicas focadas em inovação precisam desenvolver estratégia regulatória robusta, com entendimento abrangente, profundo e contínuo do ordenamento jurídico. Essa abordagem motivará a aprovação de produtos de saúde em conformidade com as regras e os padrões aplicáveis em todos os estágios da vida útil do produto. O planejamento é atividade essencial para responder às demandas dos grupos de pesquisa, inclusive mudanças de direção e incorporação de novos projetos. Seja no âmbito internacional, seja no ambiente doméstico, os requisitos para segurança, eficácia e qualidade são complexos e estão em constante evolução. Investimento em equipe de alto nível e ampliação das infraestruturas nesse campo do conhecimento são essenciais para o processo de inovação. São igualmente necessários o treinamento periódico da equipe e a colaboração e o diálogo com agências, instituições de pesquisa e outros atores. Processos educativos regulares para cientistas e gestores, aprimorando conhecimento sobre regulação, também prestam importante contribuição nesse processo.
O alinhamento entre a visão institucional, a política de inovação da instituição e a estratégia regulatória é vital para que a inovação – processo dinâmico e sujeito a mudanças – ocorra de modo eficaz e célere. A capacitação institucional é imprescindível para dar o correto suporte à pesquisa e ao desenvolvimento do projeto ou produto, com priorização de recursos para aqueles de maior impacto. A conformidade e a adoção de bons processos de inteligência regulatória constituem parte do planejamento e merecem estar perfeitamente incorporadas à cultura da instituição. Dessa forma, cientistas e especialistas em regulação poderão trabalhar em sincronia e em constante cooperação com outras instâncias, como a de qualidade, a de biossegurança e os núcleos de inovação tecnológica. A negligência com o ambiente regulatório pode encarecer os projetos, prolongá-los desnecessariamente ou até mesmo inviabilizá-los.
Em síntese, não existe pesquisa translacional sem suporte regulatório de ponta a ponta, perfilado com as macroestratégias de inovação, refletindo a missão, os valores e os objetivos da instituição. A centralidade da capacidade regulatória adiciona valor à geração e gestão da inovação e contribui para a reputação da organização. Acima de tudo, aumenta o impacto clínico, permitindo que os resultados dos recursos aplicados alcancem o paciente mais rapidamente. Instituições devidamente estruturadas para organizar dossiês para a autoridade regulatória estarão mais aptas a captar recursos para inovação. Poderão, em especial, atrair uma variedade de parcerias locais e internacionais, contribuindo, assim, para o fortalecimento do complexo econômico-industrial da saúde.
Não existe pesquisa translacional sem suporte regulatório de ponta a ponta, perfilado com as macroestratégias de inovação, refletindo a missão, os valores e os objetivos da instituição
Que tal, em vez de tomar uma injeção, comer algumas folhas de alface nas refeições? Essa alternativa já mostra bons resultados em estudos recentes feitos em laboratório. E, talvez, em poucos anos, esteja disponível para o uso em larga escala pela população.
A doença de Chagas foi descoberta há mais de cem anos por um cientista brasileiro. Mas esse quadro ainda preocupa: 6 milhões de infectados no mundo e 30 mil novos casos por ano na América Latina. Resta muito a ser feito em termos de políticas públicas de saúde.
Pesquisadores apresentaram o registro mais antigo da interação entre insetos e plantas preservado em folhas de angiospermas fósseis encontradas na Ilha Nelson, na parte ocidental da Antártica, evidenciando um clima mais ameno na região há 75 milhões de anos
No início do século passado, percebeu-se que a física até então conhecida não podia explicar o mundo subatômico. Essa inconsistência levou a uma teoria revolucionária e prodigiosa: a mecânica quântica, base dos atuais dispositivos eletrônicos de nosso cotidiano
Estabelecer novos mecanismos para articular conhecimentos e processos tecnológicos complementares obtidos por diferentes instituições é o caminho para dinamizar a geração de soluções, produtos e serviços inovadores
Estratégias desenvolvidas a partir de técnicas de engenharia genética para impedir que mosquitos transmitam o parasita causador da doença tiveram resultados promissores em laboratório e podem contribuir para reduzir o número de casos no mundo
A pandemia de covid-19 evidenciou a importância da integração entre universidades e indústrias para o desenvolvimento de vacinas, medicamentos e outros produtos inovadores na área da saúde para atender às necessidades urgentes da sociedade
As vacinas de nova geração devem ser desenhadas para funcionar como vacinas de reforço e também induzir uma resposta de linfócitos T a múltiplas moléculas do antígeno, o que minimiza a possibilidade de escape das variantes
Lançado nos anos 1990 como um conceito para acelerar a troca entre ciência básica e clínica, esse termo é apenas um novo rótulo para uma prática antiga, criado para reforçar as relações entre pesquisa biomédica e a indústria farmacêutica norte-americana
A análise do cenário de pesquisa e inovação, com mapeamento de patentes e tecnologias, pode orientar decisões e políticas públicas voltadas à transformação do conhecimento em produtos ou serviços acessíveis à população
O conhecimento acumulado ao longo da bem-sucedida história de combate à varíola contribui para o desenvolvimento de vacinas para outras doenças da mesma família, como a varíola do macaco, que vem assustando a humanidade recentemente
A realização de estudos em que voluntários são infectados propositalmente com um agente infeccioso selecionado e mantido em laboratório pode acelerar e reduzir os custos de testes de candidatos vacinais e a solução de problemas de saúde no Brasil
A cooperação entre o governo, a iniciativa privada e a academia é fundamental para impulsionar a produção nacional de insumos farmacêuticos e o desenvolvimento de novos medicamentos, especialmente para doenças de populações negligenciadas e doenças raras
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