Há uma baía na cidade do Rio de Janeiro: a Baía de Guanabara. Talvez, mais correto seja dizer que há uma cidade na Baía de Guanabara. A ligação entre a Baía e a cidade é forte, complexa e perdura há séculos. A primeira pista é o próprio nome, que precede a cidade. Rio de Janeiro foi o nome dado ao imenso corpo de água encontrado pelos portugueses quando chegaram aqui em janeiro de 1502. Uma larga baía onde uma armada podia se abrigar com tranquilidade, com uma boca estreita e profunda, e uma correnteza tão forte que parecia um rio. Os habitantes da terra a chamavam Guanabara, ou seio do mar. A cidade mesmo, com o nome de São Sebastião do Rio de Janeiro, só seria fundada mais de 60 anos depois, em 1565.

Lise Sedrez
Programa de Pós-Graduação em História Social
Instituto de História
Universidade Federal do Rio de Janeiro
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Conhecidas popularmente como maconha, as plantas do gênero Cannabis são usadas como fitoterápicos pela humanidade há milhares de anos. Sem bases científicas, mas apoiada em preconceitos, a sociedade moderna questiona essa aplicação medicinal. Afinal, o que diz a ciência?
Maio de 2020. A Fiocruz completa 120 anos e tem a cadeira da presidência ocupada por uma mulher, a socióloga Nísia Trindade Lima, que lida com a pandemia de covid-19 como uma emergência sanitária e humanitária multidimensional, cujo enfrentamento requer conhecimento de todas as áreas da ciência.
Sem qualquer sinalização de que seria cientista, Denise Pires de Carvalho sentia-se atraída pela matemática, mas ingressou na medicina. Poderia ter seguido a clínica, mas descobriu-se pesquisadora. Conciliar o laboratório com o ensino não lhe bastou, havia espaço para a gestão. Então, ela se tornou a primeira reitora da UFRJ.
O que aquela refeição que acaba queimada numa panela e o envelhecimento têm a ver? Ao longo da vida, nosso organismo também sofre uma ‘fervura’ silenciosa que pode causar várias doenças. Boa notícia: a ciência já é capaz de entender e diminuir essa ‘chama’.
Cientistas têm o dever de corrigir suas publicações sempre que necessário, mas essa prática ainda carrega um estigma. Aos poucos, essa cultura está mudando: as correções, principalmente, quando voluntárias e transparentes, estão sendo cada vez mais valorizadas
Os fenômenos do mundo macroscópico, em que vivemos, são bem diferentes daqueles que ocorrem com átomos e moléculas. Há uma sutil (e misteriosa) fronteira entre esses dois mundos, apresentada neste artigo, que comemora o Ano Internacional da Ciência e das Tecnologias Quânticas
Avaliações internacionais mostram que o conhecimento de matemática dos alunos brasileiros é baixíssimo no fim do ensino básico. Outro fato preocupante: as altas taxas de desistência nas graduações em matemática. Um novo exame pretende enfrentar o problema.
Seu prato de comida é bem mais do que aquilo que está nele. Ele reflete uma cadeia complexa de atividades – muitas delas, ainda prejudiciais para o meio ambiente. Mas a ciência, de forma interdisciplinar, já está mobilizada para resolver esses problemas.
O fenômeno – adaptação evolutiva crucial para proteger, de respostas imunes prejudiciais, órgãos e tecidos vitais, como olhos, placenta, cérebro e testículos – abre novas possibilidades para tratamentos mais eficazes contra o câncer e condições que envolvem o sistema imunitário.
Para entender melhor a complexidade e o desafio existencial que essa nova era significa para todas as espécies, é preciso rever enquadramentos disciplinares rígidos e mais tradicionais: geólogos, cientistas climáticos e cientistas sociais precisam trabalhar em conjunto
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