Os quelônios têm uma estratégia de vida peculiar, em que os estágios iniciais apresentam elevada mortalidade, mas, na fase adulta, a mortalidade é muito baixa. Apesar de atingirem a maturidade sexual tardiamente, entre 5 e 25 anos, a depender da espécie, são altamente fecundos e vivem por bastante tempo (alguns podem passar dos 150 anos), garantindo a perpetuação das espécies.
Esses animais desempenham um papel fundamental nos ecossistemas onde vivem. Eles contribuem para a ciclagem de nutrientes – atuando em diferentes níveis da cadeia alimentar, auxiliam na dispersão e germinação de sementes, além de promover a bioturbação, processo de remeximento e alteração do solo por organismos vivos.
Entretanto, apesar de os quelônios possuírem uma longa história de existência na Terra e de prestarem importantes serviços ecológicos, atualmente são considerados um dos grupos de vertebrados mais ameaçados do planeta. Pelo menos metade das 357 espécies existentes estão sob algum grau de ameaça.
As principais ameaças estão relacionadas à comercialização dos indivíduos e seus ovos para consumo, para uso medicinal e para criação como animais de estimação. Além disso, as espécies estão ameaçadas por impactos decorrentes do aquecimento global, desmatamento e construção de hidrelétricas.
Embora os quelônios sejam bastante conspícuos, acreditava-se que sua comunicação se baseava principalmente em sinais visuais, táteis e olfativos. Provavelmente, isso se deve à antiga suposição de que esses animais tinham pouca sensibilidade auditiva e que os sons emitidos por eles eram apenas ruídos acidentais sem importância comportamental. No entanto, pesquisas recentes vêm demonstrando consistentemente que os quelônios usam o som para se comunicar, tanto no ambiente terrestre quanto no aquático.