Todos querem a Groenlândia

Instituto de Educação Continuada
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG)

Documentário expõe como posição geográfica e recursos estratégicos tornam a ilha alvo da cobiça de Donald Trump e países vizinhos, à medida que o aquecimento global torna o Ártico mais acessível à navegação

CRÉDITO: DIVULGAÇÃO

Há uma combinação explosiva de elementos geopolíticos no Ártico, e ela dá o mote para “Groenlândia: o Eldorado do Gelo”, documentário com produção francesa, inédito no Brasil e agora disponível no Canal Curta! e no Prime Vídeo. Produzida com jornalismo ético e validada com dados científicos confiáveis, a obra reúne, em menos de uma hora de duração, todos os elementos que tornaram esse território semiautônomo, ligado ao reino da Dinamarca, um alvo de cobiça mundial – mais recentemente, do presidente da maior potência do planeta: Donald Trump afirmou que a Groenlândia é “muito importante para a segurança internacional” e que os Estados Unidos “precisam” dela. 

Foi o suficiente para criar uma crise diplomática (com forte reação por autonomia dos groenlandeses, que dizem não querer ser dinamarqueses, nem estadunidenses) e colocar o tema no centro das discussões da geopolítica mundial, especialmente entre as potências ocidentais da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Afinal, a Groenlândia é, sim, uma terra lendária e cheia de riquezas e oportunidades, o que faz jus ao “eldorado” do título do documentário. 

No cruzamento entre América do Norte, Rússia e Europa, a Groenlândia tem uma posição estratégica no novo corredor de navegação oceânica norte-polar. À medida que o gelo derrete e o Ártico se abre à navegação, o apetite dos vizinhos aumenta, reforça o documentário francês. Convergem na região o histórico, o crescente domínio russo (basta lembrar que a Ilha de Novaya Zemlya, no Ártico Russo, foi devastada por um dos maiores testes atômicos já feitos no planeta) e a perda cada vez maior do manto de gelo groenlandês, que expõe recursos minerais estratégicos, como cobre, grafite, lítio e níquel, além de uma grande reserva de terras-raras, componentes cobiçados pelas indústrias modernas. 

Chama a atenção também, claro, a postura neoimperialista da América Trumpista, que quer simplesmente abocanhar novos territórios nas suas vizinhanças, ousando até ameaçar o próprio Canadá, aliado histórico. 

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