Uma vida científica em contínua caminhada

Com dedicação intensa à química, cientista mineira fez caminho alternativo nos anos 1980, tornando-se uma das pioneiras responsáveis pela construção dos alicerces do desenvolvimento da pesquisa na Universidade Federal de Alagoas.

Algumas frases e poemas nortearam e norteiam minha vida pessoal e científica. De Guimarães Rosa (1908-1967), são tantas, mas gostaria de enaltecer duas. A primeira: “Todo caminho da gente é resvaloso. Mas, também, cair não prejudica demais – a gente levanta, a gente sobe, a gente volta! Deus resvala? Mire e veja. Tenho medo? Não. Estou dando batalha”. E a segunda: “O senhor… Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando”. E do primeiro ministro britânico Winston Churchill (1874-1965), cito: “Tu crias teu próprio universo durante a caminhada”, que deu origem ao título deste texto.


Para mim, a ciência é a arte das conexões

Confesso que trabalhei e trabalho intensamente e continuo ansiosa e curiosa pelo conhecimento e sua difusão, por meio da formação de novos cientistas e, também, de novas conquistas, principalmente nas interfaces da ciência. Para mim, a ciência é a arte das conexões, como já falado pelo físico Ben Mottelson “Está claro que a ciência progride por meio da interação de ideias, com a contribuição de muitos e diferentes pontos de vista e abordagens.”

Vivemos em um ambiente poroso, de muitas colisões (no sentido químico da palavra). Em alguns poucos momentos, de puro deleite, descobrimos segredos da natureza e passamos e entender, de forma clara e simples, o que anteriormente eram fatos dispersos e caóticos.

Marília Oliveira Fonseca Goulart

Instituto de Química e Biotecnologia
Universidade Federal de Alagoas

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