Desejo de solucionar problemas

Movida pela satisfação pessoal em estudar matemática, ganhadora do prêmio Para Mulheres na Ciência 2020 conta que, só no doutorado, percebeu a disparidade de gênero em sua área e, hoje, destaca seu compromisso com a equidade para grupos minoritários na academia

CRÉDITO: FOTO CORTESIA DE MARJORIE CHATAIN

Sempre soube que gostava de matemática, embora o que tenha estudado na escola fosse apenas uma parte infinitesimal dessa matéria, que mais girava em torno de resolver os exercícios do livro Álgebra – Baldor, de Aurelio Baldor. Seguir os passos lógicos e chegar à solução de algum probleminha matemático me deu satisfação desde muito cedo. Não gostava apenas de matemática, mas também de física, química, filosofia, literatura e música. Abandonei a literatura e a filosofia depois de ser forçada a escrever ensaios sobre leituras que não me interessavam. Com a música, não tive muita chance, porque, para ser admitida em uma carreira musical, era preciso ter uma formação séria, algo que eu não tinha. 

María Amelia Salazar
Departamento de Matemática,
Universidade Federal Fluminense

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