Logo após sucumbir, um organismo inicia o processo natural de decomposição, o que vai alterar sua forma e, por fim, fazer com que todas as suas partes acabem desaparecendo. Porém, em certas ocasiões, a decomposição e destruição total desses restos podem ser inibidas pela fossilização. É graças a esse processo que vestígios de organismos do passado chegam até nós, preservando fragmentos de sua história.
Como paleontólogos, estamos acostumados a lidar com os restos fossilizados de organismos que viveram há milhões de anos. Todos esses fósseis compartilham algo em comum: são restos de seres que estão mortos. Diante desse detalhe um tanto mórbido, surge inevitavelmente uma pergunta em nossas mentes: “Como esse organismo morreu?”.
Combinando abordagens de diferentes campos, como a biologia, a geologia e até as ciências forenses, a tafonomia busca responder a essa questão. No entanto, o propósito final de uma investigação tafonômica vai além de compreender o que ocorreu com um organismo antes e depois de sua morte.