AlphaGenome promete entender como o DNA se organiza e se desenvolve em um ser vivo, o que pode levar a novas oportunidades para a biologia sintética e a compreensão das doenças humanas.
AlphaGenome promete entender como o DNA se organiza e se desenvolve em um ser vivo, o que pode levar a novas oportunidades para a biologia sintética e a compreensão das doenças humanas.
CRÉDITO: WIKIMEDIA COMMONS

Em janeiro deste ano, a revista Nature publicou artigo de extraordinária relevância para o futuro da genômica e da genética: ‘Avançando a predição do efeito de variantes regulatórias com AlphaGenome’. Entre os 27 autores, está o premiado neurocientista britânico Demis Hassabis, provável mentor do trabalho, citado anteriormente nesta coluna. Mas, afinal, o que é essa ferramenta digital chamada AlphaGenome?
Vamos lembrar, primeiro, que o genoma humano é constituído de bases de DNA codificadoras – que compõem o exoma (2%) – e que os 98% das outras bases são de cunho regulatório, sem função aparente.
O AlphaGenome é um modelo de inteligência artificial profunda, capaz de sequenciar um número enorme de bases, tomando como amostra 1 megabyte de DNA, predizendo se elas estão envolvidas em expressão de genes, iniciação da transcrição, ligação de fatores, acessibilidade à cromatina, uso de sítios de edição e/ou outras funções.
Os programas computacionais existentes até agora estavam restritos à análise de pequenas amostras de DNA (32 ou 128 nucleotídeos, em vez de 1 milhão) ou se especializavam em detectar poucas das modalidades de função.
Os grandes avanços esperados do AlphaGenome e da Inteligência Artificial (IA) podem ser o prenúncio da possibilidade de se criar vida artificial! A esperada revolução no conhecimento de como o DNA se organiza e coordena o complexo desenvolvimento de um ser vivo possibilitará novas oportunidades para a biologia sintética e para a compreensão de todas as doenças humanas.
Para acessar este ou outros conteúdos exclusivos por favor faça Login ou Assine a Ciência Hoje.
Para muitos, o chão sob nossos pés é reduzido a terra, barro ou apenas ‘sujeira’, o que é um equívoco profundo. O solo é um sistema vivo, dinâmico e complexo, um recurso natural essencial à vida planetária, ao equilíbrio ambiental e à produção de alimentos
Máximus, nosso mágico de plantão, e Vítor, seu ajudante, voltam ao palco para deleitar a plateia com um truque de cartas que – por parecer um misto de mágica e telepatia – é considerado o melhor do gênero de todos os tempos, inventado por um matemático dos Estados Unidos
A recente missão espacial tripulada que sobrevoou a Lua foi mais um feito extraordinário da ciência e tecnologia. Mas por que voltar a nosso satélite natural? Há várias razões. Uma delas tem a ver com a possibilidade de produção de energia limpa na Terra
Arquivos de Rosalind Franklin, cristalógrafa inglesa que contribuiu para desvendar a estrutura do DNA, trazem dados surpreendentes. Elucidar a verdadeira história das etapas que levaram a essa descoberta é fundamental para mostrar que o avanço científico vem de colaborações benéficas.
Vastas áreas do nosso genoma – que alguns chamam de ‘desconhecidoma’ – são constituídas de genes cuja função ainda é ignorada e que podem conter chaves para entender desordens do desenvolvimento, aparecimento de tumores, neurodegeneração e outros problemas de saúde.
Com uma injeção de nanopartículas lipídicas, obtidas a partir da técnica CRISPR-Cas9, já é possível tratar a hipercolesterolemia familiar – alteração genética transmitida por pai ou mãe que dificulta a eliminação do ‘mau colesterol’, cujo acúmulo no organismo causa doenças cardiovasculares.
O uso de mecanismos genômicos no tratamento das doenças de Alzheimer ou Parkinson pode produzir perspectivas terapêuticas importantes. Estudos recentes mostram que uma versão de um determinado gene pode conferir proteção contra essas enfermidades.
A interrupção espontânea da gravidez é o problema de origem genética mais comum entre os seres humanos. Tanto a idade precoce quanto a avançada da mulher têm um papel crucial no aborto natural, o qual resulta de anormalidades cromossômicas fetais.
Registros biológicos evolutivos permitem comprovar que todos os seres vivos da Terra derivam de um único ser vivo primordial, um ancestral comum universal que teria surgido há cerca de 4 bilhões de anos, resultando na diversificação e seleção de espécies.
O sequenciamento do chamado ‘exoma’ – parte do nosso DNA que tem relevância clínica por estar associado a mutações que provocam enfermidades – pode ajudar a descobrir as causas de grande número de distúrbios genéticos raros. A ferramenta já está disponível no Brasil.
| Cookie | Duração | Descrição |
|---|---|---|
| cookielawinfo-checkbox-analytics | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Analytics". |
| cookielawinfo-checkbox-functional | 11 months | The cookie is set by GDPR cookie consent to record the user consent for the cookies in the category "Functional". |
| cookielawinfo-checkbox-necessary | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookies is used to store the user consent for the cookies in the category "Necessary". |
| cookielawinfo-checkbox-others | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Other. |
| cookielawinfo-checkbox-performance | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Performance". |
| viewed_cookie_policy | 11 months | The cookie is set by the GDPR Cookie Consent plugin and is used to store whether or not user has consented to the use of cookies. It does not store any personal data. |