Número de ouro
A razão milenar que foi muito além do mundo da matemática

A razão entre o comprimento do lado e o da diagonal de um pentágono regular ganhou sua certidão de nascimento em um dos livros mais importantes da história da humanidade. Cerca de 2 mil anos depois, passou a ser associada – quase sempre incorretamente – a tópicos como arte, biologia, proporções do corpo humano, cosmologia e mercado de capitais, bem como a um sem-número de ideias místicas. Nas páginas a seguir, conheça o número de ouro, também chamado razão áurea.

 

O número de ouro, tradicionalmente denotado por Φ (lê-se ‘fi’), nasceu em um dos livros mais importantes da história da humanidade: os Elementos, do matemático grego Euclides (c. 300 a.C), escrito por volta de 300 a. C. Sua certidão de nascimento é a definição VI.3, onde ele é batizado ‘extrema e média e razão’. 


Sua certidão de nascimento é a definição VI.3 de Os Elementos, onde ele é batizado ‘extrema e média razão’

Michel Spira
Departamento de Matemática,
Universidade Federal de Minas Gerais

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