Metamorfose das moradas para tratar corpo e alma

A transformação arquitetônica dos hospitais ao longo dos séculos revela como o saber médico e a sociedade interferiram no planejamento e na construção dessas edificações.

A construção de hospitais adequeou-se às demandas de cada época. Se no período medieval os hospitais eram adaptações de locais preexistentes, como casas ou igrejas, no século passado essas edificações foram projetadas segundo as necessidades dos doentes e as descobertas da medicina. Hoje, muitas dessas construções são patrimônio cultural e devem ser valorizadas.

 

Se hoje o trabalho do arquiteto está intimamente ligado à construção – e, no caso que nos interessa aqui, a projeto de hospitais – deve-se ter em mente que tal proximidade é mais recente do que se imagina ou se pressupõe. O primeiro passo para se entender a arquitetura dos hospitais é conceber essas instituições como microcosmo da sociedade. Então, deve-se conhecer a sociedade e o saber médico que possibilitam o surgimento desse tipo de edificação.

No período medieval, os hospitais estiveram voltados para a hospedagem. Esses locais recebiam peregrinos, velhos, parturientes, crianças, loucos e doentes em busca de socorro para o corpo e para a alma. Para o corpo, agasalho, alimento e cama eram fundamentais; sobretudo, no inverno. Para a alma, a extrema unção e um enterro digno garantiam uma boa passagem para a vida eterna.

O corpo médico era restrito a um único profissional.

Gisele Sanglard e Renato da Gama-Rosa Costa

Casa de Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

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