Abelhas por cidades mais verdes e saudáveis

Conforto térmico e produção de alimentos são exemplos dos inúmeros benefícios que espaços urbanos com mais vegetação podem gerar. Para desfrutar desses benefícios, é preciso encontrar formas de conservar as populações de polinizadores, agentes fundamentais para a manutenção da biodiversidade. Perder esses animais pode trazer graves consequências para a vida nas áreas com maiores aglomerações. O engajamento do cidadão em ações que ampliem os espaços verdes e preservem os polinizadores nas cidades é um poderoso meio de evitar esses problemas.

Animais polinizadores estão entre os guardiões da biodiversidade do nosso planeta, por serem os agentes responsáveis pela reprodução da maior parte das plantas com flores. São eles que transportam os grãos de pólen – as estruturas que abrigam o gameta masculino – até o estigma, a estrutura reprodutiva feminina das flores. Nesse vaivém entre flores, os polinizadores ajudam na formação de sementes e frutos.

Abelha da espécie Apis mellifera coletando recursos florais em flor de uma espécie da família Asteraceae
Crédito: Jeferson Coutinho

Quando se fala em polinizadores, pensa-se imediatamente em abelhas. Mas esse grupo é bastante distinto, incluindo vespas, borboletas, moscas, morcegos e até alguns pouco conhecidos, com baratas, mamíferos marsupiais, lagartos etc. No campo, o papel desses animais é indispensável, porque grande parte das frutas e verduras que consumimos depende deles para gerar frutos. Mas, apesar de pouco se falar sobre isso, esses animais também são muito importantes nos centros urbanos, onde vivem metade da população mundial e 80% dos brasileiros.

Juliana Hipólito

Programas de Pós Graduação em Botânica e Ecologia,
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia

Jeferson Coutinho

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia

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