A degradação acelerada dos recursos naturais – provocada, em grande medida, por ações humanas (antrópicas) – tem afetado drasticamente a manutenção da oferta dos serviços ecossistêmicos, ou seja, aqueles que a natureza nos oferece e que são essenciais para a sobrevivência da humanidade.

A sociedade tem demorado a entender que a natureza tem seus limites de resiliência, e que não podemos mais atrasar as ações adequadas para diminuir esse problema – considerado grave atualmente.
Entre os serviços ecossistêmicos mais ameaçados, a polinização merece atenção especial. Das plantas (tanto cultivadas quanto silvestres) usadas em nossa alimentação, 76% delas dependem de polinizadores para a produção, como salienta o Relatório temático sobre polinização, polinizadores e produção de alimentos no Brasil. Em tempo: é bom lembrar que as plantas são cerca de 80% de nossa dieta.
A polinização é um processo fundamental para a reprodução das plantas e garante a formação de frutos e sementes. O mecanismo fundamental consiste na transferência de grãos de pólen entre os órgãos masculinos e femininos das flores.
Plantas não se movem. Então, quem faz a transferência do pólen entre as flores? Resposta: animais, água ou vento. Nos ambientes tropicais, 94% das plantas têm ajuda de animais (abelhas, vespas etc.) que, por seus serviços, recebem recursos como néctar, pólen, resinas, óleos e perfumes. É um serviço de benefício mútuo.
O que não é tão conhecido é o fato de as plantas terem desenvolvido mecanismos sofisticados para maximizar a atração dos insetos polinizadores. Em geral, quanto mais insetos atraírem, mais frutos (e de melhor qualidade) elas produzirão. Para muitos cultivos, a ação de polinizadores é essencial e pode resultar em incremento de 90% a 100% na produção, como é o caso da abóbora, melancia e tangerina.
Já para o café, a produção de seus grãos pode ter incremento de 10% a 40% pela ação de polinizadores, o mesmo percentual encontrado na produção de soja e laranja, cultivos importantes para nossa alimentação e economia.
Rafael Ferreira da Silva
Instituto de Química,
Universidade Federal Fluminense
Claudia Moraes de Rezende
Instituto de Química
Universidade Federal do Rio de Janeiro
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