Equidade de gênero longe das ciências exatas
no Rio de Janeiro

Quantas são as mulheres da área de ciências exatas no Rio de Janeiro? Onde atuam? Estão conseguindo avançar em suas carreiras? Para responder a essas perguntas, foi feito um levantamento nas principais universidades e centros de pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, nas áreas de matemática, química e física. Desta última, também foi realizado um recorte por raça. Neste artigo, mostramos que ainda há muito o que avançar para alcançar a equidade de gênero e racial.

CRÉDITO: A PARTIR DE FOTO DE ADOBE STOCK

Os sociólogos franceses Pierre Bourdieu (1930-2002) e Jean-Claude Passeron desconstruíram o mito da democratização do ensino, apontando que as escolhas das carreiras de nível superior são determinadas por diversos fatores socialmente fabricados. Mulheres e pessoas negras, por exemplo, não têm, na vida acadêmica, participação equivalente à de homens heterossexuais brancos, que ainda são maioria em determinadas áreas e nas posições de liderança.  

A despeito de seu status social, mulheres, negros, homossexuais e outros grupos são diferenciados dos homens brancos héteros por um marcador social negativo um fator determinante sobre o modo como enxergamos o outro, como gênero, cor da pele etc. que impõe obstáculos na vida e na ascensão profissional. 

Gabriela Marinho de Souza Anes
Escola de Enfermagem Anna Nery, Universidade Federal do Rio de Janeiro


Aghata dos Passos Felipe

Escola de Química, Universidade Federal do Rio de Janeiro


Elis H. C. P. Sinnecker, Antonio Carlos F. dos Santos e Thereza Paiva

Instituto de Física, Universidade Federal do Rio de Janeiro

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