Os efeitos da radiação na saúde humana

As radiações têm desempenhado papel crucial para o bem-estar da população mundial, ao auxiliar em diagnósticos e tratar o câncer. Em altas doses, sabemos que ela tem efeitos nocivos para a saúde humana. Questão ainda em aberto para a ciência: quais são os riscos decorrentes de doses muito baixas? Haveria, por exemplo, um limiar abaixo do qual a radiação seria inócua?

De que forma a exposição a radiações ionizantes afeta a saúde humana? Essa questão vem sendo estudada desde o fim do século 19, quando esse tipo de radiação – que arranca elétrons da matéria e pode causar dano ao material genético – foi descoberto.

Os raios X foram descobertos em 1896 pelo físico alemão Wilhelm Röntgen (1845-1923). Em 8 de novembro daquele ano, Röntgen trabalhava no Instituto de Física da Universidade de Würzburg (Alemanha) com tubos de vácuo usados pelo engenheiro sérvio Nikola Tesla (1856-1943) e pelo físico alemão Heinrich Hertz (1857-1894).

Aplicando uma descarga elétrica aos eletrodos desses tubos, uma ‘radiação invisível’ saía do equipamento e provocava fluorescência em uma pequena tela pintada com um sal do elemento químico bário. 

Testando materiais que conseguiam blindar essa radiação, Röntgen chegou a ver a ‘imagem fantasmagórica’ de sua própria mão na tela. Após semanas de testes, ele produziu a primeira radiografia (imagem da mão de sua mulher) com um grande anel no dedo anular (figura 1). Ele batizou essa radiação desconhecida de raios X.

Denison de Souza Santos
Instituto de Radioproteção e Dosimetria,
Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)

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