Parente pré-histórico do sagu-de-jardim

Pequeno tronco fóssil de 280 milhões de anos encontrado em São Paulo é o registo mais antigo de um grupo de plantas ornamentais bastante usadas atualmente e sugere que essas plantas devem ter tido uma distribuição mundial ampla muito antes do que se supunha

A nova espécie fóssil é da família do sagu-de-jardim, planta ornamental exótica muito usada nos jardins de prédios e residências
CRÉDITO:ADOBE STOCK

Imagine um tempo bem antes dos dinossauros. Estamos falando do período Permiano, mais especificamente de 280 milhões de anos atrás, uma época que os geólogos chamam de Kunguriano. Todos os continentes estavam unidos no supercontinente Pangeia, que acabava de se formar. Os oceanos eram muito diferentes, bem mais extensos, e grande parte do que hoje é o Brasil, especialmente a região sul, estava debaixo d’água. Animais semelhantes a lagartos marinhos – os mesossauros – nadavam nas margens do que hoje são os continentes da África e da América do Sul, percorrendo os mares rasos que ali se encontravam. Nos céus, não havia nada a não ser insetos e, nos espaços de terra firme, além de anfíbios esquisitos e das primeiras formas de répteis, se desenvolviam diversas plantas, cujas afinidades com as atuais ainda são obscuras.

Alexander W. A. Kellner

Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro
Academia Brasileira de Ciências

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