Como as cobras perderam suas patas?

‘Por que as cobras não têm pernas?’ Essa pergunta espontânea feita por muitas crianças pode colocar um adulto em uma situação intelectualmente desafiadora. A pessoa pode responder com um sincero ‘não sei’, pode narrar uma história mística ou fantasiosa ou pode ainda assumir que essa resposta exige muita investigação científica. Esta última opção é o ponto de partida deste artigo, que mostra como o estudo de fósseis e da morfologia de animais vivos, aliado à engenharia genética, lançou luz sobre essa questão aparentemente simples, mas que contribui para ampliar o conhecimento sobre a evolução das espécies.

As cobras como conhecemos hoje, sem patas, não existiam há milhões de anos. Foi ao longo de seu processo evolutivo que elas ‘perderam’ os membros inferiores e posteriores. Mas como sabemos disso? Avanços científicos em diferentes áreas do conhecimento – paleontologia, evolução e biologia do desenvolvimento – têm possibilitado desvendar os mecanismos intrínsecos desse complexo processo biológico que deu origem às cobras modernas.

Luiz Antonio Botelho Andrade
Luis Antonio Alves de Toledo Filho
Departamento de Imunobiologia,
Universidade Federal Fluminense

Uirá Souto Melo
Instituto Max Planck de Genética Molecular (Berlim)

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