Novos estudos do DNA mitocondrial já permitem distinguir irmãos ‘geneticamente iguais’, contribuindo para identificar criminosos, mesmo com amostras exíguas e de forma cada vez mais precisa.
Novos estudos do DNA mitocondrial já permitem distinguir irmãos ‘geneticamente iguais’, contribuindo para identificar criminosos, mesmo com amostras exíguas e de forma cada vez mais precisa.
CRÉDITO: ADOBE STOCK

Nosso DNA está essencialmente contido em 46 cromossomos, que, na verdade, são 23 pares de cromossomos homólogos (6,4 bilhões de nucleotídeos no total), localizados no núcleo de nossas células. Todos os humanos diferem dos demais, mesmo familiares próximos, na sequência desses nucleotídeos – isso é facilmente detectado hoje pelo sequenciamento de DNA.
Estamos ignorando, por enquanto, o DNA nas mitocôndrias. O chamado DNA mitocondrial (mtDNA) é uma relíquia genética no citoplasma celular, e hoje é composto por meros – mas essenciais – 37 genes, envolvidos na síntese de algumas poucas subunidades de enzimas da nossa cadeia respiratória.
A maioria dos genes que compunham o nosso DNA mitocondrial foi transferida para o núcleo das nossas células durante a evolução.
Toda vez que o DNA nuclear de uma pessoa tem significativamente maior ou menor número de nucleotídeos que o habitual, há problemas médicos. Humanos, por exemplo, com 69 cromossomos – quando, por acaso, dois espermatozoides fertilizam o mesmo óvulo – têm mais de 9 bilhões de nucleotídeos, e as gravidezes são perdidas espontaneamente.
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Diretora da instituição, que está em obras mas aberta à visitação, defende uma nova visão museal, com a criação de um espaço vivo de valorização dos saberes tradicionais, desconstrução de preconceitos e aproximação da sociedade
A natureza nos deu 92 tipos de átomos, e a ciência criou mais 26 deles. É fácil ver que há um sem-número de maneiras de agrupá-los. Esse é o principal objetivo de uma área interdisciplinar que busca desenvolver novos materiais para aplicações tecnológicas
Arquivos de Rosalind Franklin, cristalógrafa inglesa que contribuiu para desvendar a estrutura do DNA, trazem dados surpreendentes. Elucidar a verdadeira história das etapas que levaram a essa descoberta é fundamental para mostrar que o avanço científico vem de colaborações benéficas.
Vastas áreas do nosso genoma – que alguns chamam de ‘desconhecidoma’ – são constituídas de genes cuja função ainda é ignorada e que podem conter chaves para entender desordens do desenvolvimento, aparecimento de tumores, neurodegeneração e outros problemas de saúde.
Com uma injeção de nanopartículas lipídicas, obtidas a partir da técnica CRISPR-Cas9, já é possível tratar a hipercolesterolemia familiar – alteração genética transmitida por pai ou mãe que dificulta a eliminação do ‘mau colesterol’, cujo acúmulo no organismo causa doenças cardiovasculares.
O uso de mecanismos genômicos no tratamento das doenças de Alzheimer ou Parkinson pode produzir perspectivas terapêuticas importantes. Estudos recentes mostram que uma versão de um determinado gene pode conferir proteção contra essas enfermidades.
A interrupção espontânea da gravidez é o problema de origem genética mais comum entre os seres humanos. Tanto a idade precoce quanto a avançada da mulher têm um papel crucial no aborto natural, o qual resulta de anormalidades cromossômicas fetais.
Registros biológicos evolutivos permitem comprovar que todos os seres vivos da Terra derivam de um único ser vivo primordial, um ancestral comum universal que teria surgido há cerca de 4 bilhões de anos, resultando na diversificação e seleção de espécies.
O sequenciamento do chamado ‘exoma’ – parte do nosso DNA que tem relevância clínica por estar associado a mutações que provocam enfermidades – pode ajudar a descobrir as causas de grande número de distúrbios genéticos raros. A ferramenta já está disponível no Brasil.
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