Série documental da Netflix fascina com alta tecnologia e imagens impressionantes ao retratar o passado, mas alterna erros e acertos científicos
Série documental da Netflix fascina com alta tecnologia e imagens impressionantes ao retratar o passado, mas alterna erros e acertos científicos

Heterodontosaurus, o dinossauro com bochechas
CRÉDITO: DIVULGAÇÃO
A série Os Dinossauros (“The Dinosaurs”, 2026) estreou na Netflix em 6 de março e, desde então, está entre as mais assistidas da plataforma, com elogios da crítica e aprovação do público. No Rotten Tomatoes, site agregador de avaliações de séries filmes, tem 74% de aprovação do público e 100% da crítica.
A série é uma extensão de A vida no nosso planeta (2023) e um retorno da dupla Steven Spielberg, na produção executiva, e Morgan Freeman, na narração, após o sucesso da primeira viagem da Netflix ao passado usando tecnologias digitais.
Há várias referências à franquia Jurassic Park (“Parque dos dinossauros”), provavelmente homenagem interna a Spielberg, como o tiranossauro mordendo o Pachycephalosaurus (1º episódio), que lembra o rex abocanhando o raptor no filme, ou o tiranossauro virando o Ankylosaurus de barriga para cima (4º episódio), como a T. rex atacando o carro com as crianças na tela.
Outra relação com Jurassic Park é a presença de penas nos filhotes de tiranossauro (4º episódio). Apesar de ser possibilidade científica, é especulação, pois não existem fósseis que comprovem. Quem criou essa especulação? Não foi um paleontólogo, e sim o escritor Michael Crichton (1942-2008), que inventou a ideia no livro Mundo Perdido (1995) – sequência da obra anterior homônima à franquia. É exemplo de como a ficção influencia cientistas, e de como Jurassic Park mudou a paleontologia. Crichton era um gênio.
A seguir, separei os principais pontos positivos e negativos da série pela perspectiva da paleontologia.
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