Quando a defesa está sob pressão

Departamento de Imunologia, Instituto de Microbiologia Paulo de Góes
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Departamento de Microbiologia, Instituto de Ciências Biomédicas
Universidade de São Paulo
Departamento de Imunologia, Instituto de Ciências Biomédicas
Universidade de São Paulo

Proteína de reparo do DNA é essencial para o funcionamento adequado do sistema imunológico e pode ajudar a explicar alterações observadas em pacientes com doença genética rara

CRÉDITO: CEDIDA PELOS AUTORES

Figura 1. Se imaginarmos as células de defesa Th17 como uma fábrica, veremos que quanto mais intensa sua atividade, maior sua produção, assim como os resíduos e poluentes gerados. Sem sistemas eficientes de contenção e limpeza – os mecanismos de reparo do DNA, como os controlados pela proteína XPC –, a própria atividade que mantém a fábrica funcionando acabaria, aos poucos, desgastando sua estrutura e comprometendo sua operação

Imagine uma grande fábrica operando em ritmo máximo para atender uma demanda urgente, produzindo continuamente materiais essenciais para conter uma emergência. Quanto mais intensa sua atividade, maior sua produção. Mas também é maior a quantidade de fumaça, resíduos e poluentes gerados como consequência natural desse processo.

Sem sistemas eficientes de contenção e limpeza, a própria atividade que mantém a fábrica funcionando acabaria aos poucos, desgastando sua estrutura e comprometendo sua operação. Algo semelhante acontece dentro das células do nosso corpo.

Quando certas células do sistema imunológico entram em ação para combater uma infecção, elas passam a trabalhar intensamente para produzir substâncias que ajudam o organismo a eliminar microrganismos invasores.

Esse esforço, porém, também leva à formação de compostos capazes de danificar estruturas importantes da própria célula, incluindo seu DNA. Para continuar funcionando corretamente, essas células dependem de mecanismos que reparam continuamente esse desgaste.

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