Perdas florestais no Xingu

Análises espaciais e temporais dos padrões de desmatamento na bacia hidrográfica apontam para uma cobertura majoritária de pastagem e agricultura no período de 1985 a 2019. A partir dessas ‘trajetórias evolutivas’, é possível saber ‘quando’, ‘quanto’, ‘onde’ e ‘o que’ se perdeu de floresta.

Ano após ano, são registradas grandes perdas florestais na Amazônia. Essas reduções na área de cobertura seguem padrões espaciais e temporais, os quais podem ser identificados a partir dos diferentes levantamentos de dados geoinformacionais, sejam eles mapeamentos provenientes do sensoriamento remoto ou de dados adquiridos em campo. O importante nesse caso é que esses dados sejam capazes de identificar as mudanças do uso e da cobertura da superfície terrestre.

A partir de dados de diferentes momentos, de um mesmo local, que possam ser integrados, é possível entender as mudanças da paisagem e também o que chamamos de suas ‘trajetórias evolutivas’, que seriam o caminho que a paisagem fez até o momento que se encontra hoje. Então, quando falamos de desflorestamento, a utilização das trajetórias evolutivas é essencial. São elas que proporcionam ao pesquisador – e principalmente à sociedade – não só o conhecimento das perdas florestais, mas sobretudo o conhecimento de ‘quando’, ‘quanto’, ‘onde’ e ‘o que’ se perdeu. Afinal, a floresta não desaparece por livre e espontânea vontade.

Felipe Gonçalves e Danylo Magalhães
Espaço de Sensoriamento Remoto e Estudos Ambientais
Universidade Federal do Rio de Janeiro

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