Os contos de fadas, a peste negra e a dança da morte

Um paralelo entre Branca de Neve e Sapatinhos Vermelhos com a pandemia mais devastadora da história da humanidade.

“Será que os contos e as cantigas populares conservaram ao longo dos séculos emoções que a literatura quase ignora?”, indagou o historiador e linguista holandês Joahan Huizinga (1872-1945) em seu livro O outono da Idade Média. Qualquer pesquisador obstinado que se dedique a investigar o tema, certamente terá uma resposta positiva a essa pergunta – basta que se valha das ferramentas que a ciência, incluindo a história e a antropologia, são capazes de fornecer.

No entanto, é importante ressaltar que Huizinga ao fazer a distinção entre contos populares e literatura, afinava-se às concepções das primeiras décadas do século 20, quando esse material ainda não havia alçado ao status de literatura, reservado somente para narrativas canônicas – concepção felizmente ultrapassada na contemporaneidade. Mas o que pretendemos aqui é aproveitar a pergunta proposta por Huizinga para iluminar a relação que os contos populares, principalmente os reconhecidos como contos maravilhosos ou de fadas, estabelecem com os contextos que os produziram ou que os antecederam.

Georgina Martins

Programa de Mestrado Profissional em Letras (Profletras)
Curso de Especialização em Literatura Infantil e Juvenil, Faculdade de Letras, Universidade Federal do Rio de Janeiro
Escritora de livros para crianças e jovens

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