Magnetismo animal:
o que a ciência sabe sobre o sentido magnético nos seres vivos?

Ao longo de bilhões de anos, animais têm desenvolvido as mais variadas respostas para a detecção de luz, gravidade, eletricidade, entre outros fenômenos. Não seriam eles também sensíveis – cada um a seu modo – ao campo magnético da Terra? A resposta a essa pergunta quase óbvia, mas complexa, tem motivado vários grupo de pesquisa no mundo – inclusive, no Brasil.

Campos magnéticos são gerados diariamente em praticamente todo lugar em que exista um ímã ou um fio conduzindo eletricidade. O planeta Terra também gera um campo magnético, chamado campo geomagnético. Na presença dele, todos os seres vivos nascem, crescem, envelhecem e morrem. Portanto, é difícil acreditar que os seres vivos sejam sensíveis a diferentes fatores físicos (luz, gravidade, pressão e eletricidade) e não o sejam a campos magnéticos.

Ao longo do século passado, pesquisas de comportamento mostraram que os animais são, sim, sensíveis a campos magnéticos. Mais: que podem usar a informação do campo geomagnético nas migrações de grandes distâncias e para se orientarem na exploração de suas vizinhanças.

Daniel Acosta-Avalos

Grupo de Biofísica,
Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (Rio de Janeiro)

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