
Embora muitos insistam em desafiar o conhecimento científico, não restam dúvidas de que as mudanças climáticas sejam aceleradas pela ação humana. Segundo o Relatório Especial de 2019 do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), as atividades humanas foram responsáveis por um aumento de aproximadamente 1°C na atual temperatura média do planeta, comparada aos anos pré-industriais, e os mais de 200 cientistas responsáveis pelo relatório estimam temperaturas ainda mais altas após 2030. Isso pode parecer pouco para um planeta tão grande, mas a pandemia de covid-19 demonstra como um aumento de apenas 1°C pode fazer grande diferença no dia a dia de cada um. Afinal, a febre, como sintoma dessa pequena diferença de temperatura corporal, já é suficiente para indicar que o indivíduo carrega uma possível infecção viral.
Rubens T. D. Duarte , Marianne G. Kreusch, Joana C. Lopes e Camila T. Kinasz
Laboratório de Ecologia Molecular e Extremófilos
Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia
Universidade Federal de Santa Catarina
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As fronteiras fechadas de Brasil, Argentina e Paraguai impedem o trânsito entre os países, e milhares de pessoas ficam desamparadas, sem qualquer segurança social, mostrando que a ilusão da livre circulação promovida pela globalização não resistiu à emergência sanitária da covid-19.
Se animais respondem à luz, gravidade, eletricidade, entre outros fenômenos, por que não responderiam ao campo magnético da Terra? A resposta para essa questão é tema de estudo de vários grupos de pesquisa no mundo, inclusive no Brasil.
Professora do Instituto de Computação da Unicamp, Sandra Avila explica como a tecnologia pode resolver inúmeros problemas dos brasileiros, mas pondera que cuidados são essenciais para não atender só a uma parte da população e aprofundar a desigualdade.
The Expanse, série scifi da Amazon Prime, se passa alguns séculos no futuro, após a humanidade ter colonizado o sistema solar. O roteiro segue a trama dos livros de James S. A. Corey, pseudônimo da dupla americana Daniel Abraham e Ty Franck. A quinta temporada chega em 2020, patrocinada pelo próprio CEO da Amazon.
Carolina Araujo, do Impa, recebeu em 2020 o Prêmio Ramanujan, honraria internacional concedida a pesquisadores em matemática com idade inferior a 45 anos. Sua trajetória a fez atentar para a sub-representação feminina nas ciências exatas.
Lançado nos anos 1990 como um conceito para acelerar a troca entre ciência básica e clínica, esse termo é apenas um novo rótulo para uma prática antiga, criado para reforçar as relações entre pesquisa biomédica e a indústria farmacêutica norte-americana
Pesquisadores descreveram nova espécie de efêmera que viveu durante o Cretáceo no nordeste do Brasil. O exemplar é um adulto e permite compreender melhor a evolução desse grupo de insetos, reforçando a importância do investimento em escavações controladas.
O que aquela refeição que acaba queimada numa panela e o envelhecimento têm a ver? Ao longo da vida, nosso organismo também sofre uma ‘fervura’ silenciosa que pode causar várias doenças. Boa notícia: a ciência já é capaz de entender e diminuir essa ‘chama’.
Cientistas têm o dever de corrigir suas publicações sempre que necessário, mas essa prática ainda carrega um estigma. Aos poucos, essa cultura está mudando: as correções, principalmente, quando voluntárias e transparentes, estão sendo cada vez mais valorizadas
Os fenômenos do mundo macroscópico, em que vivemos, são bem diferentes daqueles que ocorrem com átomos e moléculas. Há uma sutil (e misteriosa) fronteira entre esses dois mundos, apresentada neste artigo, que comemora o Ano Internacional da Ciência e das Tecnologias Quânticas
Avaliações internacionais mostram que o conhecimento de matemática dos alunos brasileiros é baixíssimo no fim do ensino básico. Outro fato preocupante: as altas taxas de desistência nas graduações em matemática. Um novo exame pretende enfrentar o problema.
Seu prato de comida é bem mais do que aquilo que está nele. Ele reflete uma cadeia complexa de atividades – muitas delas, ainda prejudiciais para o meio ambiente. Mas a ciência, de forma interdisciplinar, já está mobilizada para resolver esses problemas.
O fenômeno – adaptação evolutiva crucial para proteger, de respostas imunes prejudiciais, órgãos e tecidos vitais, como olhos, placenta, cérebro e testículos – abre novas possibilidades para tratamentos mais eficazes contra o câncer e condições que envolvem o sistema imunitário.
Para entender melhor a complexidade e o desafio existencial que essa nova era significa para todas as espécies, é preciso rever enquadramentos disciplinares rígidos e mais tradicionais: geólogos, cientistas climáticos e cientistas sociais precisam trabalhar em conjunto
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