Um raro inseto fóssil do Brasil

Pesquisadores descreveram nova espécie de efêmera que viveu durante o Cretáceo no nordeste do Brasil. O exemplar é um adulto e permite compreender melhor a evolução desse grupo de insetos, reforçando a importância do investimento em escavações controladas.

O Brasil possui diversos depósitos fossilíferos que têm revelado achados importantes. Porém, muito mais poderia ser descoberto se houvesse investimento para a realização de escavações controladas em regiões ricas em fósseis de forma mais perene. Uma dessas áreas é a bacia do Araripe, situada nos limites dos estados de Ceará, Pernambuco e Piauí. Essa região possui diversos depósitos de interesse paleontológico e, apesar de todas as dificuldades, pesquisadores do Laboratório de Paleontologia (LPU) da Universidade Regional do Cariri (URCA), que são ligados ao Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens (URCA), situado no município de Santana do Cariri, têm realizado escavações sistemáticas em diferentes pontos. É um trabalho que demanda tempo e paciência, mas rende frutos, como a descoberta de uma nova espécie de um grupo de insetos fósseis muito raro que acaba de ser anunciada.

Incogemina nubila, a nova espécie de inseto fóssil do Brasil
Créditos: Frederico Salles (foto) e Arianny Storari (desenho)

Alexander W. A. Kellner

Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro
Academia Brasileira de Ciências

Edição Exclusiva para Assinantes

Para acessar, faça login ou assine a Ciência Hoje

Open chat