Percepção de mudanças é a bola da vez

A definição do detalhamento espacial e temporal a serem adotados no processo de monitoramento é fundamental, assim como a atenção à intensidade da mudança.  

É fácil perceber o quanto temos nos preocupado com a percepção de mudanças. Principalmente porque as transformações à nossa volta têm acontecido em velocidade crescente, exigindo esforço para que possamos acompanhá-las. Vemos isso em fenômenos de diferentes naturezas, tanto naturais quanto de origem antrópica; de abrangência local, regional e até global; e ainda em questões cotidianas, incluindo as de ordens sanitária e econômica, gerando muita preocupação.

Lidar com dimensões tão complexas pressupõe avanços tecnológicos que permitam o manuseio e o tratamento de volumes de dados cada vez maiores, mais diversos e, geralmente, com uma dinâmica bastante acelerada. Esses dados normalmente são associados a diferentes fontes, demandando empenho tanto para a sua obtenção como para integração no espaço e no tempo. O cuidado é fundamental para que os arranjos realizados sejam, de fato, representativos da realidade, possibilitando melhor qualidade das análises efetuadas. Afinal, os resultados têm que apresentar correlação com as ocorrências observadas, gerando uma base de conhecimento do seu estado atual e processo evolutivo, além de possibilitar a geração de cenários.

Carla Madureira Cruz

Departamento de Geografia
Instituto de Geociências
Universidade Federal do Rio de Janeiro

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