Imersão geoinformacional

Assistimos a um espetáculo de geoinformação na apuração das eleições presidenciais nos EUA. Mapas e gráficos permitiram não só a interpretação de informações em tempo real como possibilitaram a compreensão de tendências

As eleições presidenciais nos EUA nos colocaram diante de uma intensa exposição geoinformacional nas diversas mídias. Foi uma aula, não necessariamente pela temática, mas pelas diferentes formas de exploração de dados. Os recursos adotados foram muitos e bem explorados. Foi possível acompanhar não apenas os resultados, quase em tempo real, em diferentes escalas e recortes espaciais, como também compreender a importância, ou relevância, de determinados fatores.

O primeiro recurso explorado foi o mapa, ou melhor, mapas. Acompanhamos uma variedade de escalas para representar diferentes recortes territoriais, que possibilitaram a leitura do país como um todo e a observação, em maiores detalhes, de apenas um estado ou região em destaque. E não era só o recorte da área que mudava, mas a forma de se dividi-la também, o que possibilitou a percepção de descontinuidades territoriais importantes em relação ao processo.

Sabemos que os mapas são instrumentos incríveis para a compreensão da situação, atual ou pretérita, e das dinâmicas de fenômenos. São os instrumentos mais antigos para esta leitura, trazendo uma linguagem gráfica e georreferenciada à representação de temáticas. No caso das eleições estadunidenses, vimos uma simbologia bem simples, expressa por uma cartografia temática bicolor, através da qual o território assumia padrões em vermelho e azul conforme a contagem avançava.

As terras não votam. Pessoas sim. (dê um duplo clic)

Carla Madureira Cruz

Departamento de Geografia
Instituto de Geociências
Universidade Federal do Rio de Janeiro

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