Palavras podem carregar o peso de seus significados, a ponto de se acreditar na força que têm e, em alguns casos, até se evitar a pronúncia
Palavras podem carregar o peso de seus significados, a ponto de se acreditar na força que têm e, em alguns casos, até se evitar a pronúncia
CRÉDITO: ADOBE STOCK
Na nossa língua, muitas palavras, objetos, gestos, cerimônias e até alguns seres são considerados tabus, ou seja, sagrados, seja religiosa ou culturalmente. Sem entrar no campo freudiano, vamos refletir sobre algumas palavras que se transformaram em tabus, muito provavelmente pela força que possuem e pelo medo que provocam nas pessoas.
Várias dessas palavras pertencem ao universo nosocômio e são pronunciadas por médicos, biólogos e cientistas em geral, sem que eles as considerem tabus – ratificando que tabu é algo construído socialmente. Vejamos, por exemplo, a palavra ‘cancro’, que já soa assustadora mesmo antes de conhecermos o seu significado. Ouvir de um médico que se tem cancro é horripilante, não é? E câncer? Melhora alguma coisa? Temos também sífilis e lepra. Esta última, provocada pelo bacilo Mycobacterium leprae, hoje em dia é conhecida como hanseníase, um nome mais suave – em homenagem ao médico norueguês Gerhard Armauer Hansen (1841-1912), que identificou o microrganismo no século 19 – e que não lembra a degradação corporal das pessoas acometidas com o bacilo e a exclusão a que elas eram submetidas.
A sífilis já foi conhecida como mal francês, mal gálico e mal espanhol, e o cancro passou a se chamar tumor maligno, apesar do adjetivo maligno também causar desconforto. Por isso muita gente não ousa nem falar esses nomes, prefere chamar de “aquela doença”, “doença ruim”, porque ruim parece soar mais brando que maligno.
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