A ciência (e a física, em particular), ao elaborarem modelos e teorias para descreverem a natureza, constroem ideias que se modificam com o tempo. Aliás, de meu ponto de vista, essa é a principal qualidade da ciência: ser capaz de autoavaliação e não ser dogmática, permitindo, assim, constante evolução.
Exemplo disso é o entendimento dos fenômenos elétricos, magnéticos e gravitacionais. Na Antiguidade, atribuía-se às pedras de magnetita (ímãs naturais) uma espécie de ‘alma’ que se manifestaria em suas propriedades de atração e repulsão, as quais eram também observadas na eletrização do âmbar ou da palha, explicada por ‘simpatia’ entre eles.
A explicação para a queda de uma pedra era o fato de ela ser feita do elemento ‘terra’, o qual tendia a voltar para o seu lugar natural, o centro do universo, ocupado pela Terra.

Adilson de Oliveira
Departamento de Física,
Universidade Federal de São Carlos (SP)
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Da Bahia à Antártica, pesquisadores usam abordagem baseada na genética para desvendar mais sobre os microrganismos presentes no ambiente e suas funções. Alerta de spoiler: embora possam ser danosos, esses seres microscópicos atuam muitas vezes como guardiões do nosso planeta e de seus habitantes.
Considerada revolução na promoção da saúde por tratar cada indivíduo antes de a doença aparecer, nova abordagem exige que estudos em genômica reflitam a diversidade da população brasileira e não fiquem restritos a pessoas de ancestralidade europeia.
Imagine um país com dezenas de milhões de habitantes, com sérios problemas no sistema educacional, uma alta desigualdade social e uma paixão quase insana pelo futebol. Foi lá, na Turquia, que brotou uma extraordinária experiência de aprendizagem conhecida como a Vila Matemática, fruto do trabalho do matemático Ali Nesin, o entrevistado da CH deste mês.
Análises espaciais e temporais dos padrões de desmatamento na bacia hidrográfica apontam para uma cobertura majoritária de pastagem e agricultura no período de 1985 a 2019. A partir dessas ‘trajetórias evolutivas’, é possível saber ‘quando’, ‘quanto’, ‘onde’ e ‘o que’ se perdeu de floresta.
Crença infundada de que mulheres têm menos habilidades do que homens em algumas áreas, como matemática e orientação espacial, pode levar à falta de representatividade do gênero no ambiente dos jogos digitais e até prejudicar o desempenho das jogadoras.
Sonia Guimarães é a primeira negra brasileira a se tornar PhD em física. Embora concursada, foi expulsa do ITA. Conseguiu retornar, mas segue excluída. Do lado de fora, faz repercutir a sua história e não teme dizer: “o ITA não gosta de mim, mas o Brasil gosta!”
A recente missão espacial tripulada que sobrevoou a Lua foi mais um feito extraordinário da ciência e tecnologia. Mas por que voltar a nosso satélite natural? Há várias razões. Uma delas tem a ver com a possibilidade de produção de energia limpa na Terra
O que um resultado que parecia ser uma 'descoberta fantástica' em um laboratório de física no Brasil e um experimento com resultado negativo feito nos Estados Unidos cerca de 100 anos antes podem nos ensinar sobre os cuidados necessários ao fazer pesquisa científica?
Até cerca de 100 anos atrás, ainda não tínhamos resposta para uma questão aparentemente simples: se há um número quase infinito de estrelas no universo, por que o céu noturno é escuro? A resposta teria que esperar por, pelo menos, duas revoluções
Ele revolucionou os conceitos de espaço e tempo. Mostrou que a luz é formada por partículas. Idealizou uma nova teoria da gravidade – cuja comprovação fez dele um mito. Mas isso é só parte da obra revolucionária de um dos cientistas mais importantes da história
Um fenômeno físico ou uma nova teoria podem, inicialmente, não ser ‘úteis’. Mas, de repente, eles se tornam a base para novas tecnologias que geram bem-estar e riqueza. Dois exemplos emblemáticos: o estudo da gravidade e das partículas subatômicas
Há cerca de 4 séculos, um telescópio foi apontado para o céu. Desde então, um sem-número de objetos cósmicos foi revelado, de estrelas e planetas a supernovas e ondas gravitacionais. Este ano, a humanidade iniciou nova e promissora jornada rumo ao infinito
Pare um instante e observe o azul do céu e o branco das nuvens. Por trás dessas cores, está o chamado espalhamento da luz, fenômeno óptico só explicado no século 19. Até onde sabemos, esse espetáculo único só pode ser apreciado em nosso maravilhoso planeta
O que há em comum entre estrelas, árvores, pássaros e humanos? Muito, na verdade. A estrutura atômica de todos os seres animados está intimamente relacionada com ‘sementes’ formadas em um processo nuclear que ocorre no interior desses corpos celestes
No início do século passado, percebeu-se que a física até então conhecida não podia explicar o mundo subatômico. Essa inconsistência levou a uma teoria revolucionária e prodigiosa: a mecânica quântica, base dos atuais dispositivos eletrônicos de nosso cotidiano
Uma das maiores aventuras do conhecimento humano começou na Antiguidade: as coisas são feitas de átomos, ‘indivisíveis’. Cerca de 2,5 mil anos depois, essa entidade foi fragmentada. E aí começou uma nova e fascinante jornada – com participação decisiva de um cientista brasileiro
Desde os filósofos da Antiguidade, nosso conhecimento sobre as leis da natureza evoluiu dramaticamente. Hoje, temos modelos precisos para explicar a evolução e estrutura do universo – e até mesmo a vida. Mas o roteiro desse enredo cósmico segue incompleto
É cada vez mais intensa a busca por materiais que possam não só melhorar a eficiência de motores elétricos e baterias, mas também gerar eletricidade de baixo impacto ambiental. Não investir nessa área pode levar à dependência de tecnologias estratégicas
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